Sindicato dos Aeroviários defende ir à Justiça

O Sindicato dos Aeroviários de São Paulo, ligado à Força Sindical, também entrou na Justiça pedindo correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e teve decisão favorável no início de 2001. O pagamento efetivo começou em dezembro, afirmou o presidente da entidade, Uebio José da Silva. Até agora, foram beneficiados cerca de 4 mil trabalhadores da categoria. Segundo ele, o montante a ser pago seguindo a decisão judicial pode ser até três vezes maior que o definido pelo governo para quem assinar o contrato de adesão. Em um dos casos, o valor sobe de R$ 584,63 para 6.587,79, afirmou. O sindicalista disse que os associados que assinaram o termo de adesão e têm direito aos benefícios da ação podem recorrer aos advogados da entidade para anular judicialmente o contrato. O advogado trabalhista Amauri Mascaro do Nascimento explicou que, por se tratar de contrato firmado pelo trabalhador e a Caixa Econômica Federal - administradora dos recursos do FGTS -, caberá ao órgão decidir se aceita ou não a suspensão do termo de adesão de quem já enviou o documento. O próprio presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse que, em seu caso, a vantagem é receber pela ação judicial. Pelo acordo que ele ajudou a costurar, receberia R$ 2.753 em cinco parcelas semestrais. Pela decisão judicial, o valor a ser pago à vista é de R$ 4.184. Paulinho ressalta que abrir mão do acordo só é vantajoso para quem tem ação em fase de execução, como os metalúrgicos de São Paulo. "Temos 1.600 sindicatos filiados e no máximo 15 deles entraram com ações na Justiça." Segundo ele, há outros dois sindicatos, o das costureiras e o dos têxteis, cujas ações também estão em fase de execução. Juntos, representam cerca de 130 mil pessoas.

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