Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Sindicato dos comerciários vai dar férias coletivas a 500 funcionários a partir de segunda-feira

Presidente da entidade disse que não há casos de coronavírus entre os funcionários e que decisão atende às recomendações do Ministério da Saúde

Márcia De Chiara, O Estado de S. Paulo

17 de março de 2020 | 18h52

A partir da próxima segunda-feira, dia 23 de março, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo, vai dar férias coletivas a 500 funcionários por um período de 15 dias. Segundo Ricardo Patah, presidente da entidade, o sindicato vai se comunicar com os trabalhadores do comércio por meio de redes sociais e um esquema de plantão. “Os diretores do sindicato estarão disponíveis para toda e qualquer situação”, afirmou.

Patah disse que não há casos suspeitos do novo coronavírus entre os funcionários do sindicato e que a decisão de dar férias coletivas atende às recomendações do Ministério da Saúde. No caso do atendimento médico e odontológico prestado pelo sindicato, ele contou que nas últimas semanas houve muitos cancelamentos de consultas e que os trabalhadores não estavam comparecendo.

Desemprego

Patah disse que o setor do comércio, um dos grandes empregadores, deverá ser um dos mais prejudicados por causa da epidemia. “As vendas do varejo despencaram e os shoppings vão fazer horário reduzido.” Essa retração pode deixar os pequenos varejistas em situação difícil e ampliar o risco de desemprego. Hoje há no mais quase 12 milhões de desempregados.

Patah disse que está conversando com o sindicato patronal para que as pequenas empresas possam dar férias coletivas, sem que haja prejuízos para o trabalhador, isto é, demissões e corte de salário. “Existe uma lei que saiu agora sobre as emergências do coronavírus que permite tomar essas decisões.” Nesse sentido, a entidade que representa 500 mil trabalhadores na cidade de São Paulo está marcando uma reunião com sindicato patronal para a próxima quinta-feira para negociar essas questões.  

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