Sindicato dos Petroleiros acusa Petrobras de cárcere privado

Segundo a entidade, estatal estaria impedindo trabalhadores de desembarcar de plataforma no Rio

Nicola Pamplona, de O Estado de S. Paulo,

14 de julho de 2008 | 17h52

O Sindicato dos Petroleiros do Norte-Fluminense (Sindipetro-NF) acusa a Petrobras de manter em cárcere privado os funcionários embarcados na plataforma P-48, instalada no campo de Caratinga, na Bacia de Campos. Segundo comunicado oficial divulgado na página do sindicato, a companhia estaria impedindo os trabalhadores de desembarcar da plataforma.  Veja também:Petrobras retoma mais 2 plataformas e produção cai 7% "O Sindipetro-NF está entrando na Justiça para caracterizar o cárcere privado", diz o texto. A categoria se reuniria às 17 horas para votar, em assembléia, proposta apresentada pela Petrobras no último dia 10. O sindicato, porém, diz que o indicativo é que a proposta seja rejeitada. Não há maiores detalhes sobre o que propôs a companhia.  Os trabalhadores querem que o dia de desembarque das plataformas seja contado como dia trabalhado, e não como folga, como ocorre hoje. Na nota, o sindicato reclama ainda de "cerceamento" à comunicação com os empregados embarcados, o que estaria prejudicando a mobilização. Segundo a entidade, 33 plataformas aderiram à greve, mas a Petrobras diz que a produção está suspensa em apenas duas embarcações, que representam 7% da produção de petróleo da companhia. O sindicato determinou que os grevistas desembarquem de suas plataformas, que vêm sendo operadas por equipes de contingência organizadas pela estatal. Além disso, diz a nota, os petroleiros das plataformas P-19, P-26 e P-37 não embarcaram nesta segunda, como previsto.

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