Nelson Almeida/AFP
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Sindicato e Volks não fecham acordo e greve chega ao 10º dia

Metalúrgicos tentam reverter 800 demissões anunciadas após a virada do ano e discutem estabilidade dos contratos de trabalho

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

15 de janeiro de 2015 | 11h55

SÃO PAULO - Trabalhadores e diretoria da fábrica da Volkswagen de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, mais uma vez não chegaram a um acordo durante a segunda reunião de negociação nesta quarta-feira, 14, e a categoria decidiu, em assembleia na manhã desta quinta-feira, 15, continuar a greve por tempo indeterminado. Com a decisão, a paralisação chega ao décimo dia. Uma nova rodada de negociação está agendada para hoje.

Os metalúrgicos afirmam que só encerrarão a greve se a montadora suspender as 800 demissões confirmadas para fevereiro. Em troca disso, os 13 mil funcionários da fábrica de São Bernardo aceitam voltar a discutir sobre a reestruturação do acordo vigente desde 2012 que garantia estabilidade do emprego até março de 2017. A última proposta de adequação feita pela empresa foi recusada pelos funcionários no dia 2 de dezembro.

A proposta, de acordo com a assessoria da Volks, previa o "aditamento" do acordo atual, com a "continuidade" de formas de adequação de efetivo, com a abertura de um programa de demissão voluntária (PDV) para cerca de 2,1 mil trabalhadores considerados excedentes; o congelamento dos salários neste ano e em 2016 em troca de abonos e a suspensão de terceirizados para alocação de parte do pessoal excedente.

Além da negociação com a empresa, trabalhadores negociam com o governo federal para que interceda pela categoria com a direção da montadora. Eles pedem também a aprovação, já no primeiro trimestre deste ano, do Programa Nacional de Proteção ao Amplo, projeto que já vem sendo discutido há mais de um ano com o governo. Entre os pontos, está a ampliação do limite de lay-off (suspensão temporária dos contratos) dos atuais cinco meses para até dois anos.

Mercedes. Na fábrica da Mercedes-Benz de São Bernardo, colaboradores seguem trabalhando. No último dia 7 e na terça-feira, 7, eles chegaram a paralisar a produção por 24 horas em protesto contra a demissão de 260 funcionários (100 por PDVs e 160 por decisão da empresa). Após a primeira parada, a direção da montadora chegou a se reunir com os trabalhadores, mas nenhum acordo foi firmado.

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