Sindicato espera proposta para greve de Belo Monte

O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Pará (Sintrapav/PA) espera que o Consórcio Construtor de Belo Monte apresente uma nova proposta até terça-feira para entrar em acordo em relação ao fim da greve dos trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O CCBM e Sintrapav voltam se encontrar no dia 2, na Vara da Justiça do Trabalho de Altamira do Pará.

FÁTIMA LESSA , CUIABÁ / ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2012 | 03h04

Ontem os trabalhadores dos cinco canteiros de obras do maior empreendimento do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) continuaram parados. Só funcionaram os serviços essenciais como vinham sendo mantido desde o início da greve deflagrada no dia 23.

Em audiência conciliatória na Vara da Justiça do Trabalho de Altamira, na quinta-feira, o CCBM aceitou a proposta de esperar o fim da greve até o fim da tarde de 1.º de maio..

Na ata da audiência consta que esse prazo serve "até para a tentativa de celebração de acordo", sob a condição de que a liminar "esteja restabelecida no dia seguinte (2 de maio), com efeitos retroativos à data de sua concessão, na hipótese de os trabalhadores não retornarem às atividades".

O vice-presidente do Sintrapav, Roginel Gobbo, disse que acredita na possibilidade de um acordo. "Nós esperamos por um acordo. Ficar comunicando aos trabalhadores antes da última tentativa é muito complicado. Tem muitos que não vão entender essa história de liminar, de ilegalidade, de recurso."

Greve ilegal. O Sintrapav aguarda também a decisão na ação judicial que protocolou no Tribunal Regional do Trabalho do Pará e Amapá, com o objetivo de cassar a liminar que decretou a ilegalidade da greve na quarta-feira.

A decisão foi expedida pelo desembargador Georgenor de Souza Franco Filho, do TRT da 8.ª Região, e estabeleceu uma multa de R$ 200 mil por dia de paralisação dos trabalhadores. Na decisão, o desembargador considerou que o acordo coletivo de trabalho, assinado pelas partes em novembro de 2011, encontra-se em plena vigência.

A assessoria do CCBM confirmou que a "produção segue apenas com serviços essenciais nos canteiros". "Não há nenhuma novidade. Nenhum problema foi registrado em Altamira ou nos canteiros", diz o CCBM.

Os 7 mil trabalhadores das obras de Belo Monte entraram greve exigindo aumento do valor da cesta básica de R$ 90 para R$ 300 e a redução do intervalo entre as visitas às famílias (para migrantes) de seis para três meses. O CCBM ofereceu um valor de R$ 110 para a cesta básica, mantendo o prazo de seis meses para as visitas às famílias.

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