Sindicato pede à Anac reexame da compra da VarigLog pela Volo

O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) protocolou nesta quarta-feira na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)um pedido de reconsideração da aprovação da aquisição da Varig Logística (VarigLog) pela Volo do Brasil. A operação foi aprovada pela diretoria da Anac na noite de 23 de junho, sexta-feira. A Volo pagou pela ex-subsidiária da Varig que atua no transporte de cargas US$ 48 milhões em dezembro do ano passado.O Snea argumenta, em seu recurso, que a decisão da Anac deve ser invalidada porque o sindicato não teve oportunidade de se manifestar no processo administrativo após a entrega dos últimos documentos pela Volo, conforme a Anac havia informado. O sindicato ressaltou que naquele mesmo dia 23 de junho, pela manhã, a Anac afirmara que daria vista do processo ao Snea, mas, à noite, aprovou a transferência das ações da VarigLog para a Volo.A Anac, por meio de sua assessoria, confirmou o recebimento do pedido do sindicato e informou que, no prazo de dez dias, estará concluída a análise da Procuradoria Jurídica e dos técnicos sobre as alegações. Após esses pareceres, a diretoria da agência deverá dar a palavra final sobre o assunto.A polêmica envolvendo a venda da VarigLog começou há seis meses. Após a operação, em dezembro, o Snea apresentou à Anac - que ainda era DAC (Departamento de Aviação Civil) - denúncia de que a composição acionária da Volo estava em desacordo com a legislação brasileira, que impede a participação de capital estrangeiro em companhias aéreas nacionais acima do limite de 20%. O Snea acusou os três brasileiros sócios da Volo em parceira com o fundo americano Matlin-Patterson de serem "laranjas".Depois da aprovação, dia 23 de junho, a agência informou em nota oficial que "não é atribuição da Anac" confirmar a origem do capital e disse que a aprovação foi possível porque os documentos apresentados pela Volo sustentam que o fundo não tem mais que 20% de participação.Depósito A VarigLog fez um novo depósito para a Varig, como forma de garantir fluxo de caixa da companhia aérea por mais 24 horas. Esse é o oitavo depósito feito pela ex-subsidiária, desde que fez a proposta de US$ 500 milhões pela compra da companhia aérea. A oferta, que pode ser submetida no próximo dia 10 a aprovação dos credores, prevê uma injeção inicial de recursos de até US$ 20 milhões. Porém, a Justiça do Rio de Janeiro anunciou nesta quarta que existe a possibilidade de adiamento dessa assembléia - o que resultaria numa postergação do leilão, marcado inicialmente para o dia 12. A alegação é dar mais tempo aos credores da companhia aérea para avaliarem a proposta de compra da VarigLog. Na semana passada, a Variglog liberou US$ 7 milhões para manter o funcionamento operação da Varig. Na última terça-feira, um novo depósito, também sem valor anunciado, foi efetivado. Todos têm como objetivo dar mais fôlego à companhia.Em casa de recusa na oferta de compra da VarigLog, o consórcio que arrematar a companhia aérea deverá devolver este dinheiro liberado para emergência, mais 10% do valor do prêmio.

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