Sindicato pede à Justiça agilidade em processo Nestlé/Garoto

Os trabalhadores da fabricante de chocolates Garoto foram à Justiça pedir mais agilidade no processo de venda da empresa pela Nestlé. Em agravo de instrumento impetrado nesta segunda-feira no Tribunal Federal Regional de Brasília, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Alimentação (Sindialimentação) de Vila Velha (ES) contesta a suspensão, concedida à Nestlé, do prazo de 150 dias para a venda da Garoto determinada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).A suspensão do prazo para a venda da Garoto foi concedida em maio pelo juiz Itagiba Catta-Preta Neto, da 4ª Vara Federal de Brasília a pedido da Nestlé. A multinacional, que ainda tenta reverter a decisão do Cade na Justiça, alegou que o processo de avaliação da compra da Garoto foi irregular. O advogado do Sindialimentação, Luiz Fernando Nogueira Moreira, argumenta que a suspensão do prazo não tem fundamentação jurídica, já que foi concedido à espera de uma manifestação do Cade, que já ocorreu. O Sindialimentação reivindica ainda a transferência do processo para a Justiça do Espírito Santo, onde o sindicato já tem uma ação pedindo a proibição da venda fatiada da Garoto.A Garoto emprega mais de 3 mil trabalhadores e o clima na fábrica é de apreensão desde que o Cade vetou, no início do ano passado, a compra pela Nestlé, uma operação acertada há mais de dois anos. A principal preocupação do sindicato é com a possibilidade de venda fatiada da empresa, o que poderia culminar até com o fechamento da fábrica de Vila Velha. Segundo a decisão do Cade, a venda da Garoto deverá ser feita para um concorrente que tenha menos de 20% do mercado de chocolates.

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