Sindicato rejeita proposta salarial de bancos e ameaça greve

Representantes sindicais dos bancários rejeitaram a proposta de reajuste salarial apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta quinta-feira para o dissídio 2009 e ameaçam com uma greve geral na semana que vem.

REUTERS

17 de setembro de 2009 | 18h50

"Vamos consultar as bases. Se concordarem conosco de que a proposta apresentada é insatisfatória, os empregados podem entrar em greve na semana que vem", disse à Reuters o presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e membro do Comando Nacional, Luiz Cláudio Marcolino.

Na reunião desta quinta-feira, a Fenaban propôs um reajuste de 4,5 por cento sobre os salários de 31 de agosto de 2009, o que corresponde à inflação acumulada em 12 meses, disse o sindicalista. Os bancários pleiteam 10 por cento de aumento.

Outra divergência foi quanto aos prêmios pagos na forma de participação nos lucros e resultados (PLR).

Pela proposta contida no comunicado da Fenaban à imprensa, os bancários receberiam o bônus em duas partes. A primeira correspondente a 1,5 salário (até o limite de 10 mil reais) somado de 4 por cento do lucro líquido do banco em 2009. A outra será de 1,5 por cento do lucro líquido, distribuído a todos os empregados, até 1.500 reais.

Para os representantes dos empregados, a proposta representa uma queda em relação à apresentada no ano passado.

"A PLR é inferior à do ano passado. E ainda não tem garantia de emprego", disse Marcolino.

(Reportagem de Aluísio Alves)

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