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Sindicato tenta evitar 500 demissões na fábrica da Mercedes

Após greve, montadora suspendeu os cortes no fim de abril mas, sem adesões ao PDV, diz que fará a dispensa até dia 29

CLEIDE SILVA, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2015 | 02h05

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC se reúne hoje com a direção da Mercedes-Benz para tentar evitar 500 demissões na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), onde são produzidos caminhões e ônibus. O corte foi confirmado na segunda-feira, após o encerramento de um programa de demissão voluntária (PDV) que, segundo a empresa, teve baixa adesão.

O PDV foi acertado em abril, após a montadora divulgar que faria 500 demissões e os trabalhadores realizarem greve por cinco dias. O grupo, que estava em lay-off há um ano, teve o prazo do programa prorrogado até 15 de junho. Com poucas adesões ao PDV, contudo, a montadora afirmou que precisa encerrar os 500 contratos até o dia 29. A empresa alega ter excedente de 1.750 funcionários na unidade.

Sem dar detalhes, o sindicato informou que a entidade "tomará providências" caso não consiga um acordo com a empresa. A Mercedes também anunciou férias coletivas de cerca de 15 dias para os 7 mil trabalhadores da produção, a partir de 1º de junho.

Volvo. Na Volvo, em Curitiba (PR), metade dos 4,2 mil trabalhadores que entraram em greve há 12 dias voltou ao trabalho na segunda-feira. A maioria é do setor administrativo. A paralisação teve início após a empresa encerrar o segundo turno de trabalho e avisar que tinha 600 trabalhadores excedentes.

O pessoal da produção segue paralisado e esta já é a greve mais longa desde o início das operações da fábrica paranaense, no fim dos anos 70. A empresa concordou em abrir um PDV e colocar parte do pessoal ocioso em lay-off, mas há um impasse nas negociações relativo ao aumento real de salários e pagamento da primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

A Ford também confirmou que dará férias coletivas a 2,8 mil trabalhadores da produção em Camaçari (BA), paralisando assim toda a linha dos modelos Ka e EcoSport entre 25 de maio e 3 de junho, emendando com o feriado de Corpus Christi.

Scania. Outra fabricante de caminhões e ônibus que vai parar na semana do feriado é a Scania, em São Bernardo. Durante todo o mês de maio a unidade está trabalhando quatro dias por semana. A Iveco tem 200 operários que estão trabalhando apenas três dias por semana desde meados de abril e manterá essa agenda na fábrica de Sete Lagoas (MG) até julho.

De janeiro a abril, a produção de caminhões caiu 45% em relação a igual período de 2014. A produção de ônibus teve queda de 26,6% e a de automóveis e comerciais leves, de 15,8%. A maioria das montadoras opera com alguma medida de corte na produção, seja por meio de férias, lay-off ou PDV.

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