Sindicato UAW aceita acordo trabalhista com a GM nos EUA

Acordo, essencial para o plano de reestruturação da empresa, cobre 54 mil trabalhadores em 46 fábricas

Agência Estado e Dow Jones,

29 de maio de 2009 | 15h06

A central sindical UAW (United Auto Workers), dos metalúrgicos dos Estados Unidos, anunciou nesta sexta-feira, 29, que seus integrantes aprovaram com 74% dos votos o novo acordo trabalhista com a General Motors, permitindo à montadora superar um grande obstáculo para seu plano de reestruturação. O acordo cobre 54 mil trabalhadores da GM em 46 fábricas nos EUA.

 

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Segundo o presidente do UAW, Ron Gettelfinger, o acordo dá ao fundo de pensão independente dos aposentados da GM uma participação de 17,5% na empresa, além de garantias para mais 2,5%; o UAW receberá US$ 6,5 bilhões em ações preferenciais e uma nota promissória de US$ 2,5 bilhões, e terá um representante no conselho da companhia. A GM também concordou em produzir carros subcompactos nos EUA, e não na China ou na Coreia do Sul.

 

A GM, que está sobrevivendo graças a créditos do governo dos EUA, tem até 1º de junho para apresentar um plano completo de reestruturação e a expectativa do mercado é de que ela peça concordata na próxima segunda-feira, dentro de um plano que daria ao governo norte-americano uma participação de 72,5% na empresa; de acordo com esse plano, o governo injetaria mais US$ 50 bilhões na companhia e manteria sua participação por até 18 meses.

 

Produção

 

A GM informou que espera manter a produção de veículos em oito fábricas de montagem e outras de peças e estamparia na América do Norte, mesmo se pedir concordata na próxima semana. Com as unidades ativas, a montadora vai continuar sendo capaz de obter receita em sua operação principal e vai ajudar a fornecer um pouco de estabilidade para os fabricantes de autopeças.

 

O movimento representa uma mudança em relação ao fechamento completo que a Chrysler implementou em suas fábricas quando entrou em concordata no início deste mês. Embora a GM ainda precise confirmar se vai pedir concordata, várias pessoas com conhecimento do assunto dizem que a decisão já foi tomada.

 

Uma porta-voz da GM afirmou que a companhia será capaz de manter a produção em uma limitada quantidade de fábricas porque fez um pagamento antecipado aos fornecedores nesta semana, em vez de esperar até o dia 2 de junho, quando as contas já teriam vencido. A GM vai continuar operando as fábricas conforme a demanda do mercado permitir.

 

Texto atualizado às 15h40

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