Sindicatos de oposição na Argentina fazem greve geral após uma década

Sindicatos opositores ao governo da Argentina bloqueavam nesta terça-feira rodovias e ruas, paralisavam o transporte aéreo e terreste, além de frear as exportações de grãos, na primeira greve geral do país em quase 10 anos para exigir compensações para os trabalhadores pela alta inflação.

Reuters

20 de novembro de 2012 | 13h59

A greve de 24 horas convocada pela principal central sindical, a Confederação Central do Trabalho (CGT), e pela Central de Trabalhadores Argentinos (CTA) era acatada majoritariamente entre os sindicatos e servidores públicos.

Os grevistas exigem, entre outras coisas, alta do salário mínimo e eliminação do imposto sobre lucro dos assalariados.

"Temos a obrigação de colocar adiante à necessidade dos trabalhadores para que atendam as demandas que estamos pleiteando, que são que os aposentados não podem viver com o que ganham, o salário mínimo deve se elevar e que se acabe o imposto sobre os lucros", disse à Reuters o diretor-geral adjunto da CTA em Buenos Aires, Pablo Spataro.

O governo, que apenas reconhece uma inflação que gira em torno de 10 por cento anuais, classificou o protesto como uma extorsão e afirmou que a greve está sendo dirigida pelas ambições políticas de suas lideranças.

Economistas privadam estimam que a inflação deve chegar a 25 por cento neste ano.

(Reportagem de Alejandro Lifschitz)

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