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Sindicatos e empresários se unem para evitar quebra de construtoras

Plano é promover acordos de leniência entre o governo e empresas dos setores de óleo e gás e construção civil,as mais afetadas pela Operação Lava Jato, para que obras sejam retomadas e as empresas interrompam os cortes de pessoal

João Villaverde, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2015 | 05h00

BRASÍLIA - Sindicalistas preparam com empresários uma agenda de seminários e manifestações populares para fechar um documento único em defesa de acordos de leniência entre órgãos do governo com empresas de petróleo, gás e construção civil, de forma a acabar com a “quebradeira” de empresas e as demissões.

A agenda prevê a realização de um seminário em São Paulo para 1,5 mil participantes, entre sindicatos e empresas, no dia 3 de dezembro, para discutir a política econômica do governo e as saídas para a crise a partir de 2016. Em seguida, está prevista uma manifestação nas ruas, no dia 8 de dezembro, e a entrega do documento, em Brasília, para o Palácio do Planalto e o Congresso, no dia seguinte.

Segundo os sindicalistas, os efeitos da Operação Lava Jato foram combinados com o ajuste fiscal e produziram “uma quebradeira geral” no País.

As revelações dos esquemas de corrupção das grandes empreiteiras com a Petrobrás travaram contratos na indústria naval e no ramo de petróleo e gás. Ao mesmo tempo, o ajuste fiscal foi produzido, até agora, principalmente na base do corte de gastos públicos, em especial os investimentos, o que fez cair drasticamente o ritmo de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“O que estava fazendo o País crescer nos últimos anos parou, tudo ao mesmo tempo. As demissões não param de aumentar e isso afeta todos os setores”, disse Miguel Torres, presidente da Força Sindical.

Todas as centrais sindicais estão envolvidas na agenda, em especial a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), as três maiores do País, que representam cerca de 4,3 mil sindicatos. De acordo com Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT, a experiência internacional é de acordos de leniência que permitem que empresários corruptos sofram as consequências penais e administrativas enquanto as empresas podem continuar operando nos mercados. “É difícil ver empresas fechando, trabalhadores perdendo emprego. Não dá mais. Por isso vamos chamar as principais lideranças empresariais envolvidos, mas também empresários de comércio e os bancos. Precisamos de um acordo para o desenvolvimento voltar”, disse.

Governo defende acordo. Os acordos de leniência são defendidos pelo próprio governo e seriam fechados por meio da Controladoria Geral da União (CGU), envolvendo a Advocacia Geral da União (AGU), a própria Petrobrás, quando forem obras da estatal, e empresas privadas. Esses acordos permitiriam que empresas privadas envolvidas em investigações continuassem operando obras públicas e contratos da Petrobrás. Para conseguir esse acordo, as companhias precisam reconhecer ilícitos, auxiliar as autoridades nas investigações, se comprometer a evitar a repetição no futuro e devem ressarcir os cofres públicos.

Segundo o presidente da Força Sindical, o movimento de trabalhadores e empresários não é “pró-corrupção”, mas “pró-empregos e investimentos”.

De acordo com Ricardo Patah, presidente da UGT, a crise nos setores de petróleo, gás natural e construção civil atinge todos os trabalhadores, também de indústria e comércio, pela queda na demanda decorrente do menor poder aquisitivo.

BRASÍLIA - Sindicalistas preparam com empresários uma agenda de seminários e manifestações populares para fechar um documento único em defesa de acordos de leniência entre órgãos do governo com empresas de petróleo, gás e construção civil, de forma a acabar com a “quebradeira” de empresas e as demissões.

A agenda prevê a realização de um seminário em São Paulo para 1,5 mil participantes, entre sindicatos e empresas, no dia 3 de dezembro, para discutir a política econômica do governo e as saídas para a crise a partir de 2016. Em seguida, está prevista uma manifestação nas ruas, no dia 8 de dezembro, e a entrega do documento, em Brasília, para o Palácio do Planalto e o Congresso, no dia seguinte.

Segundo os sindicalistas, os efeitos da Operação Lava Jato foram combinados com o ajuste fiscal e produziram “uma quebradeira geral” no País.

As revelações dos esquemas de corrupção das grandes empreiteiras com a Petrobrás travaram contratos na indústria naval e no ramo de petróleo e gás. Ao mesmo tempo, o ajuste fiscal foi produzido, até agora, principalmente na base do corte de gastos públicos, em especial os investimentos, o que fez cair drasticamente o ritmo de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“O que estava fazendo o País crescer nos últimos anos parou, tudo ao mesmo tempo. As demissões não param de aumentar e isso afeta todos os setores”, disse Miguel Torres, presidente da Força Sindical.

Todas as centrais sindicais estão envolvidas na agenda, em especial a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), as três maiores do País, que representam cerca de 4,3 mil sindicatos. De acordo com Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT, a experiência internacional é de acordos de leniência que permitem que empresários corruptos sofram as consequências penais e administrativas enquanto as empresas podem continuar operando nos mercados. “É difícil ver empresas fechando, trabalhadores perdendo emprego. Não dá mais. Por isso vamos chamar as principais lideranças empresariais envolvidos, mas também empresários de comércio e os bancos. Precisamos de um acordo para o desenvolvimento voltar”, disse.

Governo defende acordo. Os acordos de leniência são defendidos pelo próprio governo e seriam fechados por meio da Controladoria Geral da União (CGU), envolvendo a Advocacia Geral da União (AGU), a própria Petrobrás, quando forem obras da estatal, e empresas privadas. Esses acordos permitiriam que empresas privadas envolvidas em investigações continuassem operando obras públicas e contratos da Petrobrás. Para conseguir esse acordo, as companhias precisam reconhecer ilícitos, auxiliar as autoridades nas investigações, se comprometer a evitar a repetição no futuro e devem ressarcir os cofres públicos.

Segundo o presidente da Força Sindical, o movimento de trabalhadores e empresários não é “pró-corrupção”, mas “pró-empregos e investimentos”.

De acordo com Ricardo Patah, presidente da UGT, a crise nos setores de petróleo, gás natural e construção civil atinge todos os trabalhadores, também de indústria e comércio, pela queda na demanda decorrente do menor poder aquisitivo.

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