Sindicatos pedem aumento real de até 11% para salário

O forte crescimento da economia brasileira se transformou no principal aliado das categorias profissionais com data-base no segundo semestre. Tanto que as reivindicações de aumento real de salários variam de 5% a 11%.

, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2010 | 00h00

Os metalúrgicos de São José dos Campos e região (SP) querem reajuste salarial de 17,45%. O índice inclui reposição das perda com a inflação mais 11,02% de aumento real. Ligados à Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), os metalúrgicos de São José farão campanha unificada com os sindicatos de Campinas, Limeira e Santos, formando um bloco que representa cerca de 150 mil trabalhadores. A data base da categoria é setembro.

"Temos visto vários setores batendo recordes de produtividade, de venda e de lucro", diz o presidente do sindicato, Vivaldo Moreira Araújo. "Como não vimos o crescimento do emprego na mesma proporção, calculamos a quantidade de trabalhadores na produção e tiramos uma media da produtividade". Ele ressalta que há ânimo dos trabalhadores em "reivindicar e buscar isso por meio da luta".

Os petroleiros também não economizaram na reivindicação. Formada por cerca de 150 mil trabalhadores, a categoria quer aumento real de 10%, além da reposição da inflação.

Da mesma forma, os 459 mil comerciários da capital paulista pedem 10% de aumento real para o piso da categoria, que hoje é de R$ 752, e 5% para as outras faixas salariais. "O comércio vive uma situação privilegiada", diz o presidente do sindicato e da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah. "A crise financeira mundial chegou mais tarde e saiu mais cedo do País justamente por causa do forte desempenho do nosso consumo doméstico."

Já os bancários só vão definir a pauta de reivindicações no fim da semana que vem. Mas uma sondagem feita entre bancários de São Paulo indica que a maior parte quer aumento real de 5%.

"Não vamos abrir mão de aumento real de salários nem de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) maior, pelo sétimo ano consecutivo", diz a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandira Moreira. Ela argumenta que os cinco maiores bancos do País somaram juntos R$ 9,5 bilhões de lucro no primeiro trimestre. A categoria conta com 460 mil bancários no País, dos quais 130 mil estão na base de São Paulo, Osasco e Região. / M.R.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.