Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Sindicatos prometem parar o País com greve

Profissionais como professores, petroleiros, metroviários e motoristas de ônibus vão cruzar os braços contra reformas

Alexa Salomão, Douglas Gavras, Galeno Lima e Gabriel Oneto, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2017 | 00h09

A greve geral marcada para esta sexta-feira, 28, promete fazer com que metroviários de São Paulo, motoristas de ônibus, bancários, professores, petroleiros e servidores públicos de várias cidades do Brasil cruzem os braços para protestar contra as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo presidente Michel Temer. O movimento sindical alega que as mudanças em discussão no Congresso ferem direitos dos trabalhadores.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) planeja mobilizar portuários, petroleiros, professores, metalúrgicos, químicos e bancários, entre outros, que devem aderir à greve em todos os Estados e no Distrito Federal. Em todo o País, a entidade representa uma base de quase 26 milhões de trabalhadores. CUT e Força Sindical preveem atos na maioria das capitais.

Trunfo das grandes paralisações, os sindicatos dos trabalhadores do transporte público de São Paulo foram alvo de ações na Justiça para impedir a greve de hoje. O governo do Estado de São Paulo e a prefeitura da capital paulista conseguiram liminares contra a paralisação. Mesmo com a previsão de multa de R$ 937 mil para cada sindicato de funcionários do Metrô e trens e de R$ 500 mil por dia para os representantes dos motoristas de ônibus e cobradores, os sindicatos afirmam que vão parar e recorrer na Justiça.

Os metroviários confirmaram que todas das linhas do Metrô de São Paulo parariam a partir da 0h de desta sexta. A exceção é a linha 4 - Amarela, de gestão privada, que deve funcionar normalmente. Apesar da liminar, o presidente do Sindmotoristas, José Valdevan de Jesus Santos, afirma que a adesão dos profissionais será de 100%.

Na rede municipal e estadual de saúde, serão afetados só atendimentos não essenciais. Consultas serão remarcadas, de acordo com o SindSaúde.

Pilotos e comissários de voo, que estavam em estado de greve desde segunda-feira, desistiram de aderir ao movimento após negociarem ajustes na reforma trabalhista que atingiam a categoria. No entanto, entidades que representam os trabalhadores do setor aéreo em solo, aderiram. Sem parte da equipe de solo torna-se inviável a decolagem dos aviões. Na lista de atividades operacionais essenciais que tendem a ser comprometidas estão o serviços de check-in e bagagens, mas também operações essenciais à segurança, como controle de voo e abastecimento dos aviões. Há mobilizações confirmadas nos dois principais aeroportos de São Paulo.

Em nota, a Infraero disse que “atividades dos terminais serão monitoradas, visando a garantir atendimento ao passageiro”. No caso de cancelamentos e atrasos, a recomendação é que o passageiro faça contato com a companhia. TAM, Avianca e Gol disseram que vão trabalhar para minimizar transtornos.

 

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