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Sindicatos querem garantias de emprego durante a crise

Umas das idéias é impedir demissão de trabalhadores em áreas que recebem auxílio financeiro da União

Carolina Freitas, da Agência Estado,

17 de novembro de 2008 | 20h27

Dirigentes das maiores centrais sindicais do País vão encaminhar ao governo federal um documento com propostas de garantia de emprego para a classe trabalhadora neste momento de crise financeira global. Uma das idéias é o estabelecimento de uma cláusula que impeça a demissão de trabalhadores nos setores que estão recebendo auxílio financeiro da União para enfrentar os impactos da crise. Os líderes sindicais se reuniram nesta segunda-feira,17, em São Paulo para concluir o documento que será apresentado, nos próximos dias, aos ministros do Trabalho, Carlos Lupi, da Fazenda, Guido Mantega, e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além da idéia de atrelar a liberação de recursos à garantia de emprego, os sindicalistas afirmam estar preocupados que a crise - que já motiva convocação de férias coletivas e licenças remuneradas -, comece a ocasionar demissões em massa no inicio do próximo ano. "O setor automobilístico recebeu R$ 8 bilhões dos governos federal e estadual", disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. E questionou: "Custaria o governo colocar uma cláusula de garantia do emprego aos trabalhadores?" A contrapartida proposta pelos sindicatos valeria para o repasse de qualquer recurso público para ampliar a liquidez do sistema bancário ou crédito ao setores produtivos. Os representantes dos trabalhadores propõem ainda que os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e dos bancos públicos sejam investidos em habitação e saneamento. Isso funcionaria como uma contrapartida social ao uso desses recursos públicos para ajudar as empresas.

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