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Sindicatos vão pedir a Dilma participação no banco do Brics

Pela primeira vez, as centrais sindicais dos cinco países serão recebidas por um presidente de um país do grupo

João Villaverde, Adriana Fernandes e Lisandra Paraguassu, enviados especiais, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2014 | 17h27

Os líderes sindicais dos cinco países do grupo Brics vão entregar nesta terça-feira, 15, para a presidente Dilma Rousseff documento que pede a participação de sindicalistas na administração do Novo Banco de Desenvolvimento, o "banco dos Brics", conforme antecipou o Broadcast. Esse banco foi criado na reunião de cúpula de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics) realizada em Fortaleza. 

O encontro entre as lideranças das seis maiores centrais sindicais brasileiras (CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CGTB), centrais e confederações de trabalhadores dos outros quatro integrantes do Brics e a presidente Dilma Rousseff tem peso histórico. Será a primeira vez que um presidente de um dos países do Brics receberá os membros do Fórum Brics Sindical, que já se reuniu três vezes. Nas outras duas oportunidades, na China, em 2012, e na África do Sul, em 2013, os sindicalistas não foram recebidos pelos presidentes Xi Jinping e Zacob Zuma, respectivamente.

"Consideramos que as centrais sindicais dos países Brics deveriam estar representadas nos diversos grupos de trabalho, incluindo no Banco do Brics, de forma a garantir que a dimensão da participação social nos Brics seja fortalecida", afirmam os sindicalistas dos cinco países no documento obtido pelo Broadcast.

No documento, os líderes sindicais clamam pelo reconhecimento institucional dos presidentes e primeiros-ministros. "Instamos aos chefes de Estado e governo a reconhecer o nosso Fórum Brics Sindical como um espaço institucional dentro da estrutura oficial do Brics, e expressamos assim nossa expectativa em receber o mesmo tratamento dispensado ao Conselho Empresarial".

O documento, denominado "Carta ", também faz críticas à política econômica adotada pelos países ricos, como os Estados Unidos e as nações que fazem parte da União Europeia. "Não podemos aceitar que fracassadas políticas de austeridade aplicadas na Europa e nos EUA como a única saída para a crise. As receitas advindas serviriam para ampliar o investimento no setor produtivo e na infraestrutura; nas áreas de educação, ciência e tecnologia; de formação e qualificação profissional, como forma de gerar mais empregos e melhores salários", dizem os sindicatos.

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