Sindicom: consumo de álcool hidratado deve subir 28%

O consumo de álcool hidratado, utilizado como combustível nos automóveis à álcool e flex fuel, deve fechar o ano com um crescimento de 28%. A estimativa é do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), com base em dados de vendas do combustível das usinas para as distribuidoras. Na avaliação da entidade, a alta no consumo é resultado dos baixos preços do álcool hidratado durante o ano, que permitiram a inserção do combustível em mercados onde tradicionalmente não tinha competitividade em relação à gasolina, como o Rio Grande do Sul, Maranhão e Distrito Federal, por exemplo. Segundo avaliação do vice-presidente do Sindicom, Alísio Vaz, a manutenção do ritmo atual de crescimento no consumo de álcool pode começar a provocar retração nas vendas de gasolina a partir de 2010. O Sindicom divulgou hoje um balanço das atividades do setor em 2007, mas teve dificuldades para fechar números a respeito do desempenho das vendas totais de combustíveis, uma vez que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) não divulga este tipo de dado desde fevereiro. Vaz disse estimar um crescimento superior a 4% nas vendas totais, mas não quis arriscar um valor exato. Segundo ele, as vendas das empresas associadas à entidade, que reúne as maiores distribuidoras de combustíveis do País, cresceram 10%, totalizando 72 bilhões de litros. Parte desse desempenho, porém, representa a regularização do mercado de álcool após medidas de repressão a fraudes adotadas principalmente em São Paulo. Ou seja, as empresas do Sindicom assumiram vendas de álcool que antes eram feitas de forma irregular. Por isso, as vendas do combustível pelos associados vai fechar o ano com alta de 87%. O Sindicom representa hoje 75% do mercado brasileiro de combustíveis e detectou, entre suas associadas, uma alta de 7,4% nas vendas de diesel, de 3,7% nas vendas de gasolina comum e de 12,5% nas vendas de gás natural veicular (GNV). A entidade pediu novas medidas para combater fraudes no setor, como maior uniformidade no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) cobrado do álcool e concentração da cobrança de impostos federais nas usinas, ao invés de cobrá-los de cada distribuidora.

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