Sindifranca: nova lei de incentivo tem pouco alcance

O presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca (Sindifranca), Jorge Donadelli, afirmou que a Lei nº 11.529, sancionada hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que concede incentivos tributários a setores da economia, "tem pouco alcance e não é a salvação do setor calçadista". Segundo o empresário, o único ponto da lei que beneficiaria os empresários do setor seria a linha de empréstimo de R$ 3 bilhões para o capital de giro, por meio de programas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Mas quem precisa de empréstimo está com seu limite comprometido ou superado. E quem está abaixo do limite não precisa", disse Donadelli.De acordo com o presidente do Sindifranca, "como esperar pelo governo é perda de tempo", o setor calçadista na cidade paulista está trabalhando para retomar as exportações, prejudicadas com a queda no dólar e a concorrência com produtos chineses. "Os empresários estão resolvendo a situação crítica com a busca de novos mercados, a redução nos custos e a criação de novos modelos", afirmou.Franca é o maior pólo calçadista de São Paulo e um dos maiores produtores de calçados masculinos do País. Tem 760 empresas de calçados formalizadas, 120 delas exportadoras, que empregam cerca de 25 mil trabalhadores no total. A capacidade instalada é para produção de 37,2 milhões de pares por ano. A exportação, em 2006, que atingiu 7,5 milhões de pares, deve superar os 8 milhões de pares em 2007, segundo o Sindifranca.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

23 de outubro de 2007 | 17h14

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