Sindigás culpa Petrobrás e impostos por alta de preço

O presidente do Sindigás, José Carlos Guimarães, que esteve reunido com o ministro de Minas e Energia e outros representantes de distribuidoras, disse que as principais razões para o alto preço do gás de cozinha foram a elevação do preço do produto pela Petrobrás e a carga tributária que, segundo ele, é excessiva. "Estamos pagando mais de 50% de reajuste em alguns Estados, e a carga tributária subiu de 17% para 27%", afirmou. Segundo Guimarães, a margem de lucro das distribuidoras foi reduzida em alguns Estados, desde o início do ano, (em torno de R$ 4 a R$ 5) e o mercado de distribuição é extremamente competitivo. O presidente do Sindigás se colocou à disposição do governo para discutir formas de redução do preço do gás de cozinha. Ele questionou o fato de a Petrobrás cobrar o preço internacional do botijão de gás, mesmo sobre a parcela do gás que é produzido no Brasil. Segundo ele, 70% do GLP consumido no Brasil é produzido internamente, e esse parcela deveria ter um tratamento diferenciado, como é feito hoje com o gás natural, cujo preço interno é diferente do gás importado. Para Guimarães, tabelar preços é um "retrocesso tremendo". Ele disse que o preço do gás está liberado desde março de 98 e, nesse período, as distribuidoras têm aplicado a mesma política. Segundo ele, as distribuidoras já vinham alertando as autoridades de que os preços poderiam subir em função das mudanças na formação de preços da Petrobrás. Guimarães lembrou que os preços do produto também estão sendo influenciados pelo câmbio. "O dólar está numa excitação fantástica neste momento. Então, por que dolarizar o produto no Brasil?", questionou.

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