Sindigás quer mudança na divulgação de preços

O presidente do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Gás (Sindigás), José Carlos Guimarães, disse que vai pedir à Agência Nacional do Petróleo (ANP) que modifique a metodologia de apuração e divulgação dos preços do gás de cozinha praticados pelas distribuidoras em todo o País. Após ser recebido pelo ministro da Justiça, Paulo de Tarso Ribeiro, Guimarães disse que a metodologia da ANP está induzindo a erro. Segundo ele, os preços praticados pelas distribuidoras estão, em média, R$ 2,00 abaixo dos preços divulgados semanalmente pela agência reguladora. O presidente do Sindigás argumentou que a ANP não faz a ponderação do preço praticado em relação à quantidade que é vendida. "Queremos mostrar que há uma inconsistência", afirmou Guimarães, que pretende reunir-se com diretores da ANP ainda nesta semana para tratar do assunto. Guimarães e outros representantes de distribuidoras que o acompanharam na audiência com Paulo de Tarso Ribeiro, negaram que haja formação de cartel na venda do gás de cozinha. Segundo eles, não há o menor controle de oferta do produto, e isto pode ser demonstrado pelo balanço das empresas que, segundo Guimarães, está apresentando "resultados pífios", com taxas de 2% de retorno sobre o capital empregado. O Ministério da Justiça recebeu, semana passada, informação da ANP de que teriam sido detectados indícios de formação de cartel das distribuidoras. Segundo a assessoria do ministério, essas informações estão sendo investigadas, e o ministro recebeu os representantes das distribuidoras para ouvir a versão delas. Segundo assessores, não há prazo para conclusão das investigações.

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