Sindipeças: setor trabalha no limite por causa da greve

O representante do Sindicato Nacional da Indústria de Componente para Veículos Automotores (Sindipeças) e da Associação Brasileira da Indústria de Autopeças, Antonio Carlos Meduna, afirmou hoje que o setor já está trabalhando "no limite" do atendimento das montadoras de automóveis. Isso, segundo ele, é reflexo da greve dos auditores fiscais da Receita Federal, iniciada em 18 de março deste ano. Ao deixar a reunião com o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, acompanhado do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, Meduna afirmou que os terminais de portos e aeroportos estão lotados de cargas que não conseguem ser desembaraçadas."Estamos no limite do atendimento às montadoras e já há problemas localizados", declarou. Segundo ele, a greve de auditores fiscais da Receita não é um "movimento de agora" e a ocorrência quase anual de paralisações prejudica muito o setor produtivo, que depende de importações para atender as demandas internas e também as necessidades de componentes paras as exportações. "É preciso fazer algo, porque não se admite greve anual", comentou.

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