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Sinditrigo: sem trigo argentino, Brasil 'está inseguro'

A decisão do governo argentino de prorrogar o prazo de suspensão temporária do registro de exportação do trigo deixou os moinhos brasileiros numa situação de "insegurança". A afirmação é do presidente do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado do Rio Grande do Sul (Sinditrigo-RS), Cláudio Luiz Furlan. "O mercado está inseguro para saber se a demanda brasileira vai ser atendida", afirmou ele, após participar da reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Culturas de Inverno, em Brasília. O prazo foi prorrogado por mais 15 dias úteis a partir de amanhã. A Argentina é o principal fornecedor do cereal para o Brasil. Na avaliação do presidente do Sinditrigo-RS, "qualquer intervenção no mercado provoca tumultos, distorções". Ele evitou, no entanto, falar em desabastecimento do mercado brasileiro de trigo como reflexo da política adotada pelo governo argentino. "Em 2006, a situação foi semelhante e não faltou trigo. Os moinhos vão buscar produto de outras origens, mas o custo será maior", completou. Ele também criticou a política da Argentina de taxar em 28% o trigo em grão e de aplicar tarifa menor para os derivados. "O Mercosul deveria ter regras iguais para todos os parceiros", afirmou.Furlan prevê produção de 15,5 milhões de toneladas de trigo na Argentina, sendo que o consumo interno deve somar 5,5 milhões de toneladas. O restante será exportado, mas o governo argentino quer ter certeza do volume que será produzido. O clima desfavorável prejudicou a produção local. Em relação à safra gaúcha, ele estimou produção de 1,7 milhão de toneladas, abaixo da previsão inicial de produção de 2 milhões de toneladas. Na reunião, ficou acertada que a Câmara Setorial encaminhará um documento ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e aos deputados da Comissão de Agricultura pedindo a redução de impostos para a cadeia da triticultura.

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