Sinduscon apoia medidas contra siderúrgicas

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Artur Quaresma Filho, considerou como "um gol da sociedade em defesa da concorrência" a medida preventiva da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça (SDE), contra as empresas Gerdau, Belgo-Mineira e Barra Mansa. Investigadas pelo governo por indícios de prática de cartel no mercado de vergalhões de aço, as siderúrgicas precisarão comunicar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) as datas e o percentual de aumento de seus produtos.Segundo o presidente do SindusCon, "a medida preventiva contra as três empresas também proibiu o uso de tabelas ou quaisquer outros meios de divulgação antecipada de preços". O objetivo, segundo a SDE, é evitar ações concertadas entre as siderúrgicas. Gerdau, Belgo-Mineira e Barra Mansa poderão receber multas diárias de R$ 106 mil (equivalente a 100 mil Ufir), caso não cumpram a decisão. O presidente do SindusCon disse ainda que os recentes aumentos do aço em São Paulo serão objeto de comunicado do SindusCon-SP aos órgãos de defesa da concorrência.Para Artur Quaresma, "a iniciativa da SDE abre um precedente de grande relevância para a defesa da concorrência nos fornecedores oligopolizados de insumos para a construção. As construtoras são obrigadas diariamente a aceitar a imposição de aumentos injustificados de determinados grupos de fabricantes de materiais de construção estratégicos. Quem acaba pagando cada vez mais caro é a sociedade, que adquire imóveis residenciais, comerciais industriais, e os governos, que contratam obras públicas."

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