finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Sinduscon-SP comemora decisão da SDE sobre siderúrgicas

O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) comemorou a decisão da Secretaria de Direito Econômico (SDE), que sugeriu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a condenação das siderúrgicas Gerdau, Belgo-Mineira e Barra Mansa por formação de cartel no mercado de vergalhões de aço.Em comunicado divulgado hoje, a presidente do Sinduscon-SP, Maristela Honda, afirma que a sociedade ganhou mais uma vitória na luta em defesa da concorrência. Segundo comunicado da SDE, depoimentos de ex-funcionários da siderúrgica Belgo-Mineira comprovam que as empresas se reuniam e trocavam telefonemas com o objetivo de dividir o mercado nacional de vergalhões de aço, determinando quais construtoras e distribuidoras cada empresa deveria atender, além de definir estratégias comerciais anticompetitivas, como a coordenação na fixação de preços.O SDE informou que uma das reuniões aconteceu em março de 1999 no bairro do Curado, em Recife. Na ocasião, representantes das três empresas encontraram-se na sede da empresa Aço Norte para definir quais as distribuidoras e construtoras seriam atendidas por Belgo e Gerdau no Estado do Pará, além dos preços que seriam praticados. Segundo o ex-funcionário da Belgo, a estratégia tinha como objetivo acabar com a guerra de preços entre as distribuidoras.De acordo com o órgão do Ministério da Justiça, donos e funcionários de construtoras e de grandes distribuidoras de vergalhões ouvidos dizem que, embora as siderúrgicas não exijam exclusividade, o cliente habitual de uma siderúrgica não consegue cotar preços ou comprar de sua concorrente. A empresa concorrente à sua fornecedora habitual ou não fornece cotação de preços ou apresenta cotações com preços acima da praticada pelo seu fornecedor habitual e condições de pagamento diferentes das usuais, que inviabilizam a compra.""As siderúrgicas dividem entre elas seus clientes, deixando as distribuidoras e construtoras sem opção, o que permite, assim, impor preços próximos aos de monopólio, sem que esses clientes possam contestar tais determinações", diz o parecer da SDE. De acordo com o parecer, para manter a estabilidade do cartel, as empresas também impõem, aos grandes distribuidores, tabelas de preços mínimos para o produto, que são apresentadas em reuniões conjuntas das empresas com seus distribuidores.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.