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Sinduscon-SP revisará projeção de crescimento para 2004

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) vai revisar mais uma vez a projeção de crescimento do produto do setor em 2004. A partir das revisões do cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) nacional do ano passado, divulgadas nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que resultaram na diminuição da profundidade da queda do produto da construção em 2003, o SindusCon-SP está refazendo as contas para este ano e anunciará a nova expectativa de crescimento na próxima semana.De acordo com o IBGE, a construção civil registrou variação negativa 5,2% no ano passado e não de -8,6%, como havia sido anunciado anteriormente. Essa alteração teve impacto no resultado do PIB nacional, cuja variação em 2003 passou de -0,2% para 0,5%. "Apesar da revisão, os resultados da construção continuam muito ruins. O que mudou foi a metodologia de cálculo e não os números absolutos do setor", analisa o presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti. "De qualquer maneira, isso afeta ligeiramente as previsões para este ano", reconhece.No final de outubro, o sindicato havia ampliado de 3,7% para 4,3% a estimativa de incremento neste ano. Essa, entretanto, não foi a primeira revisão do ano no setor. No primeiro bimestre, a construção chegou a projetar crescimento de 4,5% em 2004. O resultado negativo do produto do setor no primeiro trimestre levou essa indústria a reduzir as expectativas e apostar em um avanço de 3,7% nos resultados do ano. Os cálculos para definição da nova estimativa ainda não estão fechados, mas o setor acena com a possibilidade de retomar os 4,5% previstos no início do ano.CrescimentoNa pesquisa divulgada nesta terça-feira, o IBGE apontou crescimento de 11,6% no produto da construção ao longo do terceiro trimestre, em comparação a igual período de 2003. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o incremento é de 5,9%. "O crescimento de 11,6% do produto da construção no terceiro trimestre, que puxou o aumento de 6,1% do PIB no mesmo período, não chegou à maioria das empresas", enfatiza Robusti.Segundo o presidente do SindusCon-SP, os dados da construção nacional mostram crescimento no Nordeste, queda nas regiões Centro-Oeste e Sudeste e estabilidade na região Sul. "O que parece é que esse crescimento está beneficiando somente as médias e grandes empresas. Desta vez não parece ser o consumo formiga que está puxando o crescimento, embora ele também contribua", acrescenta.

Agencia Estado,

01 de dezembro de 2004 | 15h07

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