''Sinto calafrios quando penso no atendimento''

Consumidores sofrem na linha

Andrea Vialli e Marianna Aragão, O Estadao de S.Paulo

31 de julho de 2008 | 00h00

"Cada vez que tenho de ligar para o call center da Vivo, sinto calafrios." Com a frase, o empresário Cláudio Raimundo de Souza resume a qualidade do atendimento telefônico prestado pela operadora. No início do mês, Souza pediu um aparelho por meio do programa de pontos da empresa, que chegou em sua residência com defeito. "Para conseguir trocar, foram quase 25 telefonemas, todos com duração de 45 minutos. As atendentes transferiam a ligação inúmeras vezes e chegaram a desligar na minha cara", conta. Souza diz ter problemas semelhantes com a Net. Uma vez, ao ter problemas com o decodificador de sinais de sua TV a cabo, suou ao ter de explicar o defeito ao atendente - que o transferiu sucessivas vezes para outros operadores. "É um despreparo completo. São grandes empresas, mas tratam o cliente como se ele não fosse importante."O engenheiro Rubens Antonini também reclama do despreparo dos atendentes. Ao tentar cancelar um contrato de TV a cabo da DirecTV em nome de seu pai, que havia falecido, teve de esperar 30 minutos até receber a informação que não poderia fazer o pedido por telefone. "Tive de mandar o atestado de óbito por fax e ainda ouvir a funcionária insistindo para que eu continuasse com a assinatura", afirma Antonini. Outro episódio ocorreu com o atendimento da Net. O engenheiro precisou acionar o call center da empresa porque sua conexão de internet havia caído. Mas como eram 23 horas - e, segundo ele, o serviço de atendimento ia até às 22 horas -, teve de esperar até a manhã seguinte para resolver o problema. Ele acredita que as mudanças do decreto poderão amenizar esse problema. "Não é justo você pagar por um serviço ininterrupto e não ter a assistência ininterrupta." O analista de segurança em informática Charlles Vassiliades também sofreu ao passar por um call center. Após solicitar a troca de um aparelho da Vivo, vários dias se passaram e nada da entrega. Descobriu que haviam enviado o aparelho em seu endereço antigo. Ligou mais de 20 vezes até conseguir que o aparelho fosse entregue no local certo. "O engraçado é que a conta foi para o endereço correto. Fiquei um mês sem telefone, ligando para o call center praticamente todos os dias."

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