Sistema de franquias brasileiro é o terceiro do mundo

O sistema de franquias brasileiro, com 560 redes e faturamento de R$ 28 bilhões, ocupa o terceiro lugar no mundo em número de unidades (56 mil), perdendo para Japão e Estados Unidos. No ano passado, o faturamento do setor cresceu 12%, contra média de 7% nos anos anteriores. Em 2002, o número de franquias registrou expansão de 10% - inferior ao aumento de receita no período, o que indica eficiência em alta das redes. Prova deste fôlego é a feira anual do setor, que começou em São Paulo.A área ocupada no 12º ano do evento, 14 mil metros quadrados, é 30% maior do que a de 2001. E pela primeira vez, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), os organizadores foram obrigados a rejeitar inscrições de empresas - quatro meses antes do evento, todos os espaços já haviam sido negociados. Para a feira, que vai até sábado, é esperado um público de 23 mil pessoas. Serão 170 expositores. De 2000 para 2003, o número de empresas participantes cresceu 30%. Na edição de 2002, o volume de negócios na feira chegou a R$ 300 milhões. O horário de funcionamento é das 13h às 20h. De acordo com o presidente da ABF, Gerson Keila, o êxito desta modalidade de negócio está relacionado à capacidade empreendedora do brasileiro, a crise econômica e a falta de emprego, que têm levado mais profissionais a apostar no negócio próprio. A escassez de crédito também explica o sucesso das franquias - as empresas recorrem ao sistema para expandir os negócios sem precisar de investimentos muito elevados. O investimento médio fica na faixa de R$ 100 mil a R$ 150 mil, mas há opções a partir de R$ 5 mil.As franquias empregam hoje 400 mil pessoas. Apesar da imagem associada a redes norte-americanas ou européias, 90% das empresas são nacionais. Apenas 20% dos negócios fracassam antes dos cinco anos de vida, contra 80% em negócios independentes, segundo dados da associação.

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