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Sistema financeiro precisa de regulamentação do 'século 21'

Afirmação é de Obama, que defende mais transparência e prestação de contas aos mercados e instituições

André Lachini, da Agência Estado

25 de fevereiro de 2009 | 19h08

Tentando evitar uma repetição da crise financeira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira que a regulamentação do sistema financeiro precisa ser atualizada para trazer mais transparência e prestação de contas aos mercados e instituições financeiras.   Veja Também: As medidas do emprego De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise   "Nós sabemos, por dolorosa experiência, que não podemos sustentar mercados do século 21 com regulamentações do século 20", disse Obama após uma reunião no Salão Oval da Casa Branca com o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e com líderes congressistas. "Enquanto os mercados livres são a chave para o nosso progresso, eles não nos dão liberdade total para lucrarmos tudo que podemos lucrar", disse o presidente.   A reunião tinha como objetivo fixar os principais pontos da reforma na regulamentação do sistema financeiro, o primeiro passo em um processo que continuará no próximo mês, durante o encontro dos líderes das vinte maiores economias do mundo, o G-20.   "Esta crise financeira não era inevitável. Ela aconteceu quando Wall Street, de maneira errada, presumiu que os mercados financeiros cresceriam continuamente e comercializou produtos financeiros complexos sem avaliar os riscos", disse Obama.   "Quando o Federal Reserve aparece como um credor de último recurso, ele está providenciando uma política de garantias subscrita pelo contribuinte norte-americano", disse Obama. "Os contribuintes precisam ter a garantia de que o Fed compreende que as instituições que ele garantiu são monitoradas, bem como o seu potencial de risco".   Obama também afirmou que a estrutura regulatória precisará ser reforçada, e a escala e os objetivos dos riscos que as instituições podem tomar, deverão ser monitorados. Ele pediu por abertura, transparência e uma linguagem clara para restaurar a confiança nos mercados, e a uniformização da supervisão aos produtos financeiros.   "Me deixem ser claro: a escolha que nós enfrentamos não é entre uma economia administrada por um governo opressivo e um capitalismo caótico e implacável", afirmou Obama.   "Nós deveremos basear esta supervisão não em modelos abstratos criados pelas instituições, mas em dados reais sobre como as pessoas de verdade tomam suas decisões financeiras", comentou o presidente dos EUA. Outros princípios na reforma deverão incluir prestação de contas pelos executivos mais graduados das empresas, a prevenção de brechas nas regulamentações e nas perspectivas das empresas "escolherem" os reguladores. Além disso, o governo americano precisará convencer os outros países a tomarem medidas similares.   O senador Charles Schumer (Democrata por Nova York), integrante do Comitê Bancário do Senado, disse que é improvável que a legislação esteja pronta até a cúpula do G-20 em Londres, porque a Casa Branca quer consultar líderes europeus e de outros países e regiões sobre o melhor caminho a seguir na reforma. Schumer também não disse se tudo será reunido em um grande projeto de Lei ou em moções individuais, que abordarão aspectos diferentes do sistema financeiro.   As informações são da Dow Jones.

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