Sistema misto de crédito do Brasil é uma virtude, diz Coutinho

De acordo com presidente do BNDES, sistema permita que o País reaja a uma crise de crédito por dentro do próprio sistema de crédito

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

30 de julho de 2012 | 14h28

SÃO PAULO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse nesta segunda-feira, 30, que o sistema misto de crédito do País, com bancos públicos e privados atuando na concessão de financiamentos, é uma virtude. Coutinho participa neste momento do seminário "Ações do BNDES no estágio atual da economia brasileira", promovido em São Paulo pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

De acordo com ele, com o sistema misto, o País pode reagir a uma crise de crédito por dentro do próprio sistema de crédito. "Temos um sistema misto de crédito que é muito importante para o País", disse. Ele lembrou que, em 2008, no auge da crise do subprime, o Brasil resistiu porque os bancos públicos atuaram na manutenção de crédito.

O próprio BNDES, segundo Coutinho, acelerou suas operações de concessão durante a crise. Depois, disse, desacelerou.

Coutinho disse que o banco projeta desembolsar R$ 150 bilhões em investimentos neste ano. Ele ressaltou, no entanto, que o BNDES não tem uma meta para empréstimos. "Quero ressaltar aqui, principalmente para a imprensa, que nós não temos uma meta", reiterou o presidente do BNDES, acrescentando que o valor poderá, inclusive sofrer alterações para cima ou para baixo. A previsão é feita com base na carteira do banco.

O presidente do BNDES afirmou também que os financiamentos para capital de giro para as micro e pequenas empresas cresceram 50% no primeiro semestre. De acordo com ele, é uma injustiça dizer que o BNDES nada tem feito no sentido de financiar as micro e pequenas empresas. Segundo ele, já foram emitidos 565 mil cartões para este setor. "Estamos com 96,5% do território nacional atendido", disse o presidente do BNDES, explicando que a ideia é atender 100% do território. O Estado de São Paulo, de acordo com Coutinho, já está totalmente coberto com crédito a micros e pequenas empresas.

Para as médias empresas, de acordo com Coutinho, o BNDES elevou em R$ 10 bilhões o Progeren, programa do banco para financiar capital de giro para as médias empresas. "As grande e pequenas conseguiam empréstimos e as médias ficavam no meio do sanduíche", disse. Outro papel do BNDES, de acordo com Coutinho, é apoiar os projetos de infraestrutura do PAC.

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