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Sistema para impedir blecautes é antieconômico, afirma ONS

Para o órgão, governo precisaria gastar R$ 600 mi por mês para manter usinas térmicas auxiliares a Itaipu

Agência Brasil,

26 de novembro de 2009 | 12h16

O presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, afirmou nesta quinta-feira, 26, que um sistema de redundância para Itaipu que impedisse blecautes como o que houve no último dia 10 custaria R$ 600 milhões por mês. O sistema é composto por usinas térmicas auxiliares a Itaipu, e seria ativado no caso de apagões.

 

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"É antieconômico e geraria impacto para o consumidor", disse Chipp reafirmando a ideia de inviabilidade que já tinha sido passada pela ministra Dilma Rousseff na época do blecaute.

 

Em audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado, Chipp afirmou que em 40 anos de carreira nunca tinha visto três curtos-circuitos acontecerem em um período tão curto de tempo, o que provocou o blecaute em 18 Estados. Durante a audiência, Chipp também descartou qualquer possibilidade de que tenha ocorrido sabotagem ao sistema. O chamado apagão foi causado por "problemas técnicos", segundo ele.

 

Chipp disse ainda que o órgão pretende entregar ao governo e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no dia 4 de dezembro, o Relatório de Análise de Perturbação (RAP) com informações detalhadas sobre o blecaute. "Temos 30 dias dados pelo ministro, que vencem no dia 15 de dezembro. Mas, pela importância e relevância, estamos fazendo todos os esforços para entregar até sexta-feira da próxima semana (4)", disse.

 

Chipp informou ainda que, na próxima segunda-feira, durante a reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), o ONS fará uma apresentação prévia com base no que já foi estudado. Ele comentou que na quarta-feira, às 15h30, o sistema brasileiro atingiu novo recorde de consumo de energia de 66,7 mil megawatts médios.

 

Pesquisador defende aperfeiçoamento do setor

 

Para o físico e diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa, o interesse na identificação das causas do blecaute é uma oportunidade para que as atenções sejam direcionadas ao aperfeiçoamento do sistema elétrico.

 

Para o pesquisador, que também participou da audiência, é necessário cobrar do governo a identificação das causas do apagão e pedir providências para diminuir a vulnerabilidade no sistema de distribuição. Ele lembrou que o problema atual é diferente do ocorrido em 2002, quando houve falha de geração de energia por falta de investimentos, o que levou à necessidade de racionamento de uso, o que não ocorre agora.

 

(com Agência Senado e Leonardo Goy, da Agência Estado)

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