Site recebe reclamações contra empresas

Para questionar o posicionamento de alguma empresa ou serviço prestado, além de consultar os órgão de defesa do consumidor, as pessoas podem contar com o auxílio de portais especializados para garantir que os seus direitos não sejam violados. O site Solte a Língua, que auxilia os internautas na resolução de reclamações, é um exemplo disponível na Internet.O objetivo é estabelecer contato entre consumidores e empresas, em uma ação bilateral. Ou seja, além de ajudar o consumidor, o site também tenta evitar que a companhia sofra alguma ação judicial. "Percebemos que o mercado necessitava de um portal que escutasse os problemas dos consumidores e procurasse resolvê-los", afirma o diretor do portal, Eduardo Farah Côrtes. O consumidor que quiser usufruir dos serviços do site pode fazê-lo gratuitamente, mediante cadastro. Se o internauta apenas deseja navegar ou consultar as reclamações, não é preciso se cadastrar. O site funciona de maneira interativa, listando as empresas que são alvo de reclamações, as críticas sobre sua conduta perante os consumidores, as respostas das companhias às reclamações e algumas sugestões dos consumidores.A partir do momento do cadastro, todas as ações do internauta são respondidas pelo Solte a Língua em momento real. Quando recebe uma reclamação de um consumidor, ele envia imediatamente um aviso de recebimento da reclamação e outro informando o prazo em que a reclamação estará no ar. Assim que estiver disponível para acesso, sua localização no site é indicada ao usuário.O diretor do portal comenta que 90% dos internautas que procuram o site tentaram, primeiramente, uma negociação com a empresa. No ar deste março de 2000, o portal recebe de 400 a 450 acessos diários e o número de reclamações diárias chega a 20. Consultoria sobre a legislaçãoO Solte a Língua também oferece consultoria jurídica, também gratuita, atendendo diariamente de 10 a 15 internautas. Até o momento, o site já recebeu 1738 reclamações e conseguiu resolver 378 delas. Segundo estatísticas, a campeã de reclamações são as empresas de telefonia, incluídas na categoria Prestação de Serviços. O site contabiliza 99 reclamações não resolvidas contra a Telefônica e 98 contra a Telemar. Todas as reclamações são encaminhadas para as empresas por e-mail ou fax. O portal dividiu as reclamações por setores e situações e o consumidor também pode contar com um espaço para apontar sugestões. Os setores são: Vestuário, Veículos, Eletroeletrônicos, Móveis e Utensílios, Prestação de Serviços, Produtos Alimentícios, Boate - Bar - Restaurantes, Turismo, Comércio Eletrônico, Academias, Shopping Center, Serviços Públicos, Colégios e Faculdades, Bancos e Cartões de Crédito e outros. As situações englobam: Atendimento, Defeito no Produto, Falta de Qualidade no Serviço, Preço e/ou Condição de Pagamento e outras críticas. A renda do site é obtida através de publicidade, como veiculação de banners, e lançamento de livros. Além desses recursos, o site conta com um guia de produtos e serviços, em parceria com as empresas, que possuem páginas personalizadas. Eduardo Farah ressalta que todas as empresas que anunciam e são parceiras do site devem ter no máximo dez reclamações e pelo menos uma delas resolvida. Na tabela abaixo, veja o número de reclamações, por categoria e situação, registradas no Solte a Língua:Total de Reclamações1738Total Resolvidos 378Total Não Resolvidos1360Total de Cadastros5593Tipo de Reclamação/SetoresN.º de ReclamaçõesAcademias 07Bancos ? Cartões Crédito 100Boate-Bar-Restaurante 26Cinemas ? Lazer 15Comércio eletrônico 124Consorcios 07Eletro-Eletrônicos 104Instituições de Ensino 38Lojas / Fábricas 109Móveis-Utensílios 39Outros 30Prestação de Serviços 481Produtos Alimentícios 10Seguros 14Serviços Públicos 73Shopping Centers 08Turismo 23Tv - Rádio ? Editoriais 79Veículos 71Reclamações da Vida Tudo Ótimo 71Tudo Ruim 58SituaçãoAtendimento323Defeito no Produto249Falta de qual. No serviço314Outras críticas679Preço e/ou cond. de pagto173

Agencia Estado,

05 de setembro de 2001 | 16h36

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.