Situação da economia italiana preocupa FMI

O líder de centro-esquerda Romano Prodi, vencedor das eleições italianas, assegurou que seu governo atuará rapidamente na economia. A afirmação de Prodi é uma reação à informação que recebeu no final de semana sobre a preocupação do Fundo Monetário Internacional (FMI) com a situação do país. "É preciso ver bem as contas (públicas), dialogar com a Comissão Européia e tomar rapidamente decisões", afirmou Prodi à imprensa em Bolonha, onde reside. Prodi fez estas declarações pouco após Alessandro Leipold, responsável do FMI para a Itália, comentar a necessidade de que o novo Executivo ponha sob controle o déficit público e melhore a transparência das contas italianas. "Durante estes dias estou trabalhando sobre os conteúdos (da política econômica). Preciso de mais dados e só depois tomaremos decisões. Mas o que posso assegurar ao FMI e à Comissão Européia é que faremos isso rapidamente", afirmou Prodi. Governo enxuto Ele confirmou que está dedicado "todo o tempo" à formação de um novo governo e comentou que o Executivo terá "um número reduzido de ministros", mas não quis precisar quantos serão. O Governo de Silvio Berlusconi conta com 23 ministros, dos quais dez não têm pasta. Prodi também revelou que o partido Democratas de Esquerda, ex-comunista e agora na social-democracia, terá um importante papel no novo Gabinete. O Democratas de Esquerda é um dos artífices da vitória de Prodi à frente da União, a coalizão que reúne toda a centro-esquerda italiana, e é o partido que conta com mais deputados e senadores dentro da aliança. Apesar da pequena vantagem que Prodi tem no Senado, onde conta com apenas duas cadeiras a mais que a oposição, o vencedor das eleições disse que está formando um governo "com vocação para durar cinco anos".

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