Situação da Varig se agrava, mas há 3 propostas em discussão

A decisão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de recusar três pedidos de empréstimo-ponte de grupos interessados em comprar a Varig agravou a situação da empresa aérea, mas, neste momento, no Senado, outras três propostas de solução para a crise da companhia estão sendo discutidas.A avaliação de que a situação da Varig se agravou com a decisão do BNDES foi feita hoje pelo deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que participa de uma reunião a portas fechadas na Comissão de Infra-Estrutura do Senado com representantes da Varig e seus credores, discutindo soluções para a situação da companhia. "Precisamos de pelo menos US$ 50 milhões para levar a Varig até o leilão", afirmou o deputado. Esse dinheiro é necessário para pagar dívidas da empresa com companhias de leasing americanas que ameaçam retomar da empresa duas aeronaves, por falta de pagamento.Segundo Albuquerque, estão em discussão na reunião, neste momento, três propostas para tentar dar um fôlego à Varig. A primeira seria a de se obterem os US$ 50 milhões de alguma fonte estatal federal. "Sei lá. O dinheiro precisa aparecer, para a empresa agüentar até o leilão", comentou o deputado.Outra alternativa seria a de empresas estatais transformarem em ações da Varig os créditos que têm contra a empresa. Por exemplo, a Infraero poderia converter seus créditos em ações e tomar um empréstimo que desse fôlego à Varig.A terceira proposta seria a de acelerar o pagamento de precatórios judiciais referentes a ações ganhas pela Varig contra governos estaduais. Segundo Albuquerque, a Varig possui proximadamente R$ 1,3 bilhão referentes a ações judiciais já transitadas em julgado (ou seja, das quais não cabe mais recurso).

Agencia Estado,

23 de maio de 2006 | 18h53

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