Situação financeira do Rio sinaliza recuperação

Os indicadores da situação financeira (orçamento, inadimplência e consumo) das famílias da região metropolitana do Rio de Janeiro deram "sinais de recuperação" em março, segundo o Perfil Econômico do Consumidor (PEC), divulgado, nesta quinta-feira, pelo Instituto Fecomercio-RJ. Segundo a pesquisa, os resultados foram positivos em todas as faixas de renda, sendo que o grupo que recebe até dois salários mínimos foi o grande destaque do levantamento. As famílias que estão dentro dessa faixa de rendimento registraram uma redução da inadimplência nas contas e nos financiamentos, conseguindo gerar sobra no orçamento, até mesmo para gastar com lazer. Segundo a pesquisa, à pergunta de como estará o orçamento familiar, após o pagamento de todas as despesas, o porcentual dos que responderam que "vai sobrar" subiu para 29,5% em março deste ano, ante 20,2% em março do ano passado. Por outro lado, a fatia dos que responderam que "não sobrará" caiu para 44,5% em março deste ano, ante 49,8% em igual mês de 2005. Falta No grupo das famílias para as quais "vai faltar" recursos no final do mês, o porcentual caiu para 26% em março deste ano, ante 30% em março do ano passado. O grupo de famílias com falta de recursos no final do mês citaram, como principal solução encontrada para o problema, deixar de consumir algo (47,8%), pedir empréstimos a bancos ou financeiras (19,4%) e comprar com cartão de crédito (9,4%). A pesquisa mostrou ainda que o porcentual de famílias que havia adquirido algum bem durável no último semestre foi de 47,1%, em março, acima dos 45,9% registrados no mesmo período de 2005. Os produtos mais consumidos nos últimos seis meses foram artigos eletrônicos, como televisão e aparelho de DVD; eletrodomésticos; móveis, em especial guarda-roupas; e veículos. Inadimplência caiu O instituto ainda divulgou que a inadimplência caiu, apesar do aumento dos financiamentos. Na comparação com março de 2005, foi registrada uma redução, em todas as faixas de renda, tanto nas contas - de 24% para 22,3% -, quanto nas parcelas de financiamento - de 19% para 14,1%. As famílias com rendimento até dois salários foram o destaque, pois reduziram o porcentual de financiamentos em atraso de 31,8%, em março de 2005, para 25,4%, no mesmo mês de 2006. Também caiu - de 34,0% para 29,1% - o número de famílias com contas em atraso que ganham até dois mínimos. Sinal amarelo A diretora do instituto, Clarice Messer, observou que o "sinal amarelo" que havia sido aceso com os dados da inadimplência no Rio em fevereiro se dissiparam como previsto."Percebemos uma melhor gestão do orçamento em todas as faixas de renda", disse. Entre as contas em atraso, a telefonia fixa ocupa o primeiro lugar no ranking geral de inadimplência, com 56,8% das famílias; seguida pelas de energia elétrica, com 43,9%; e de água, com 11,6%. Em março, segundo o instituto, houve um crescimento significativo da inadimplência de condomínio, que saltou de 2,2% para 5,4%, puxado pelo grupo que recebe acima de 20 salários mínimos.

Agencia Estado,

06 Abril 2006 | 14h40

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