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Situação fiscal da Bélgica piorou após reestruturação do Dexia, aponta FMI

Dívida pública do país está em quase 100% do PIB e pode ultrapassar esse nível no próximo ano

Patrícia Braga, da Agência Estado,

20 de março de 2012 | 13h48

BRUXELAS - A Bélgica resolveu sua crise política, mas ainda enfrenta desafios que incluem pressões nos spreads, dívida pública elevada e falha na reestruturação do banco Dexia SA, informou o Fundo Monetário Internacional em seu relatório anual.

"Provavelmente os spreads continuarão pressionados por algum tempo devido à elevada dívida pública, a vulnerabilidade do setor financeiros nas turbulências do mercado na zona do euro, e o encerramento das ligações entre o setor bancário e os soberanos belgas", afirmou o relatório. "A vulnerabilidade da dívida soberana da Bélgica às pressões de mercado torna a consolidação fiscal no médio prazo uma prioridade."

A dívida pública do país está em quase 100% do PIB e pode ultrapassar esse nível no próximo ano, segundo estimativas. A situação não ajudou com o papel do governo na reestruturação do Dexia SA. Em outubro passado, o banco foi divido em três partes, incluindo a nacionalização do banco de varejo. "Na Bélgica, a resolução do Dexia causou danos colaterais com repercussões fiscais", aponto o FMI. "Com base nas estimativas atuais, o custo fiscal eventual pode ficar acima de 0,75% do PIB."

A situação não está muito boa para o setor bancário do país como um todo, com as instituições financeiras enfrentando "uma exposição significativa com perspectivas fracas de crescimento, mercados de dívida soberana frágeis e estresse nos mercados financeiros", acrescentou o relatório. As informações são da Dow Jones.

 

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