Situação fiscal do Sudeste fez demanda cair, afirma BC

A economia que os Estados e os municípios de São Paulo, Minas, Rio e Espírito Santo fizeram para o pagamento dos juros da dívida pública caiu 48% nos nove primeiros meses de 2016

Fabrício de Castro, enviado especial, Impresso

11 de fevereiro de 2017 | 22h00

BELO HORIZONTE - A situação fiscal deteriorada no Sudeste tem reduzido a procura por produtos e serviços na região. Esta é uma das conclusões de um boletim publicado pelo Banco Central que faz uma radiografia dos Estados. A economia que os Estados e os municípios de São Paulo, Minas, Rio e Espírito Santo fizeram para o pagamento dos juros da dívida pública caiu 48% nos nove primeiros meses de 2016 na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

O resultado refletiu o recuo de 22% nos superávits dos Estados do Sudeste e a baixa de 36,4% nos superávits das capitais, além do fato de os demais municípios terem passado a registrar déficits primários – ou seja, a receita não tem sido suficiente para cobrir as despesas.

Entre os motivos para a dificuldade de Estados e municípios na área fiscal estão a perda de arrecadação com o ICMS e as transferências menores de recursos por parte da União.

Com menos dinheiro para fechar as contas, Estados investem menos, contratam menos serviços, e a demanda cai. “As estatísticas referentes à demanda sugerem que a recuperação da atividade na região será mais demorada”, afirmou o BC.

“Observamos uma deterioração das contas fiscais em 2015 e 2016”, afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. Vários Estados encontram-se de fato em situação fiscal difícil, mas a expectativa de reversão da atividade econômica tende a melhorar o quadro em 2017”, acrescentou.

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