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Skaf critica nível "absurdo" do juro e defende dólar em R$ 3

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, disse hoje que considera "absurdo" o nível atual dos juros no Brasil. Hoje e amanhã o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide o patamar da taxa básica, a Selic, atualmente em 17,25% ao ano. As projeções majoritárias do mercado são de elevação de mais 0,5 ponto porcentual. Apesar de ter se recusado a comentar a reunião do Copom, Skaf falou sobre o nível atual dos juros, lembrando que as pessoas físicas e jurídicas pagam R$ 120 bilhões ao ano em taxas. Desse total, R$ 73 bilhões referem-se a spread bancário - diferença entre as taxas de captação e os juros cobrados nos empréstimos."Se o spread brasileiro fosse igual à média dos países latino-americanos, nós pagaríamos R$ 16 bilhões e teríamos uma economia de R$ 57 bilhões, ou 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB). "Esses recursos poderiam ser direcionados para investimentos e consumo", afirmou. Taxa de câmbioO presidente da Fiesp lembrou que a distorção existe "faz tempo" e precisa mudar. Entre as soluções para que o Brasil cresça, ele citou o ajuste fiscal e a redução das despesas do Estado e dos impostos. Skaf também defendeu um patamar mais elevado do câmbio, para algo em torno de R$ 3,00. "Esse nível não prejudica nem o exportador, nem o importador." Segundo Skaf, um estudo realizado recentemente com a cotação do dólar a R$ 2,70, corrigida pelo índice geral de preços do atacado, mostra que a moeda norte-americana se encontra atualmente no mesmo nível de 1997, ou seja, na época em que Gustavo Franco era presidente do Banco Central. "Isso é grave, não é bom." Skaf, recentemente nomeado para o conselho de administração do BNDES, concorre à presidência do Sebrae em eleição que acontece amanhã, em chapa única. O mandato tem duração de dois anos.

Agencia Estado,

14 de dezembro de 2004 | 16h36

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