Skaf diz a Cameron que País quer retomar produtividade

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que tomou a iniciativa de "explicar" ao primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, que o Brasil não busca o protecionismo, mas, sim, adota medidas para recuperar a produtividade. Os dois estiveram reunidos reservadamente na manhã desta quinta-feira em São Paulo.

DANIELA MILANESE, Agencia Estado

27 de setembro de 2012 | 12h13

Segundo Skaf, Cameron não reclamou nem fez nenhum comentário sobre o aumento de tarifas de importação adotado recentemente pelo País - sabe-se, entretanto, que as medidas desagradam ao governo britânico.

O presidente da Fiesp disse que a entidade brigou por mais de um ano para redução das tarifas de eletricidade e quer a diminuição da conta de gás, além da conhecida defesa da redução dos juros e da manutenção de um nível mais favorável do câmbio. "Precisamos recuperar a competitividade do Brasil", afirmou.

Skaf também defendeu o aumento do comércio entre os dois países, hoje pouco relevante. As correntes comerciais somadas de Brasil e Reino Unido chegam a US$ 1,6 trilhão, mas o comércio bilateral é de apenas US$ 9 bilhões. "Isso é nada, há muito o que fazer."

Em 2011, o Brasil investiu quase US$ 1 bilhão no Reino Unido, enquanto os britânicos aportaram US$ 3 bilhões aqui.

O interesse dos britânicos pelo País nunca foi tão forte. Os projetos de infraestrutura, as descobertas do pré-sal, o processo de renovação do Exército nacional e os eventos esportivos a serem sediados aqui abrem diversas oportunidades para as empresas estrangeiras. Tanto que a General Dynamics UK, gigante do setor de defesa, aproveita a visita de Cameron para anunciar a abertura de subsidiária no Rio de Janeiro.

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