Alex Silva/Estadão
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Skaf pede apoio de Meirelles para normalização de crédito e retorno do Reintegra

Presidente da FIESP disse que instituições financeiras estão muito retraídas e que volta do programa de compensação de tributos é essencial para exportadoras diante da valorização do real

Eduardo Rodrigues e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

29 Julho 2016 | 18h03

BRASÍLIA - O presidente da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, se encontrou nesta sexta-feira, 29, com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para pedir apoio da equipe econômica para a normalização do crédito às empresas e o retorno do Reintegra para as companhias exportadoras como forma de compensar a valorização do real frente ao dólar.

Após o encontro, Skaf disse que apresentou ao ministro as preocupações da Fiesp com a retomada do crescimento e lembrou que cada um ponto porcentual de incremento do PIB equivale a um ponto e meio de alta na arrecadação de tributos federais. "As instituições financeiras, mesmo as oficiais, estão muito retraídas. Expus ao ministro a necessidade de normalizar o mercado de crédito para as empresas. Não digo nem aumentar o crédito, mas manter o atual patamar, porque o que estamos vendo é uma queda nos financiamentos", afirmou.

O presidente da Fiesp também levou a Meirelles preocupações do setor exportador diante da recente valorização do real em relação ao dólar, o que, segundo Skaf, deve continuar, na medida em que os dados da economia apresentem melhora e em que o ambiente político se estabilize após a votação do processo de impeachment no Senado. 

"A valorização do real tem um limite que rouba a competitividade das exportações e o câmbio tende a se valorizar ainda mais com os fatores positivos que virão nos próximos meses", analisou. Por isso, o que a Fiesp propõe é que o governo retome o Reintegra para a compensação de tributos em até 3%, que é o limite da lei do programa. Atualmente, essa compensação está em 0,1% e havia promessa de aumentar a partir de janeiro. 

"O Reintegra não é uma renúncia fiscal, mas uma compensação dos tributos de produtos exportados. Hoje os tributos embutidos na média são 5,60% do valor dos produtos e a nossa sugestão é abater 3%", disse Skaf. Segundo ele, Meirelles ficou de estudar a proposta. 

O executivo reiterou o apoio da indústria paulista à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto de gastos e enfatizou a posição do empresariado contrária a qualquer hipótese de aumento de impostos. "A nossa posição é radical: o governo tem que apertar o cinto, vender estatais, acabar com desperdícios e eliminar a corrupção. Em hipótese alguma aceitaremos aumento de impostos", completou. 

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