Skaf pede divulgação de salvaguardas antes de missão à China

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse à Agencia Estado que espera a publicação da regulamentação das medidas de salvaguarda específicas contra a China até o fim da próxima semana. Logo depois de ser condecorado em cerimônia do Dia do Diplomata, no Itamaraty, Skaf insistiu em que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, não poderá embarcar em sua missão para a China, sem antes contar com a formalização dessas salvaguardas contra exportações predatórias que causam dano à indústria nacional, sobretudo no setor têxtil."As salvaguardas são um instrumento de pressão. Sem elas, o governo brasileiro demonstrará fraqueza nas possíveis negociações sobre as restrições voluntárias de exportações chinesas para o Brasil", afirmou o presidente da Fiesp. Ele insistiu, ainda, em que o governo brasileiro não deve deixar de ouvir o setor produtivo antes de tomar qualquer decisão a respeito de um eventual acordo de restrição voluntária dos embarques de produtos chineses ao Brasil.O presidente da Fiesp, também insistiu em que, mesmo com a conclusão de um possível acordo sobre o tema, o governo não deve abrir mão de seu direito de aplicar as salvaguardas. Skaf sugere, ainda, a Furlan que as negociações com a China não se dêem pontualmente, produto a produto. Seu temor está na possibilidade de esse acordo envolver apenas uma pequena parcela de produtos de um setor afetado pelo aumento substancial de importações de concorrentes chineses. Conforme informou, mais de 20 setores se vêem afetados atualmente pela importação de produtos chineses."Não somos contra o Brasil acolher o convite da China para negociar essas restrições, desde que o governo brasileiro não dispense o seu direito de aplicar salvaguardas específicas e de agir conforme o interesse da indústria nacional", afirmou Skaf.

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