Sky fecha acordo com a Telebrás

Depois de quase um ano de espera, a Sky, obteve autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para ofertar banda larga móvel de quarta geração (4G) e fechou um contrato para usar a rede da Telebrás para prestar o serviço em Brasília. O embate entre a empresa e a agência reguladora, porém, ainda não acabou.

KARLA MENDES, EDUARDO RODRIGUES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2011 | 03h07

Insatisfeita com o preço de R$ 9 milhões fixado pela Anatel para uso do espectro de 50 MHz na faixa de 2,5 GHz para explorar o serviço por 15 anos, a Sky entrou com uma ação na Justiça. O preço inicial cobrado pela Anatel era de cerca de R$ 20 milhões para uso do espectro para oferta de banda larga, telefonia fixa e telefonia móvel, mas depois da alegação da Sky de que a faixa seria usada apenas para banda larga, o valor foi reduzido. A empresa pleiteia, porém, pagar apenas R$ 9 mil pelo uso do espectro, valor que foi fixado recentemente pela agência para novas outorgas de TV a cabo.

O conselheiro da Anatel João Rezende disse que, ao expedir a outorga, o Conselho Diretor da agência acatou os cálculos trazidos pela área técnica. "É um preço adequado, tomando por base o plano de negócios da empresa e a perspectiva de crescimento do mercado", afirmou.

Potencial. O Estado apurou que a Sky pretende prestar banda larga para 160 mil clientes em Brasília no prazo de cinco anos. Tomando por base o preço de R$ 35 fixado pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), o faturamento anual da operadora com o serviço seria de R$ 67,2 milhões. Mas, como a proposta da empresa é ofertar banda larga com velocidades superior a 4 megabits por segundo, o preço médio cobrado seria de R$ 60, o faturamento anual subiria para R$ 115,2 milhões.

Por meio de nota divulgada ontem, a Sky afirma que será a primeira empresa do País a oferecer internet móvel de quarta geração (4G). O serviço, porém, deve funcionar apenas por meio de modems para computadores e não diretamente em celulares, visto que a companhia ainda não tem licença para operar telefonia móvel.

O acordo com a Telebrás prevê o uso das redes da estatal para interconexão e tráfego de dados, mas não faz parte do PNBL.

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