Smartphone tem 'horário de pico' estendido

Audiência é alta pela manhã; primeira ação de muitos usuários ao acordar é conferir atualizações de amigos

Mariana Congo, O Estado de S. Paulo

15 de julho de 2013 | 02h08

Acordar e pegar o celular. Conferir as atualizações do aparelho é a primeira atividade diária para três em cada cinco pessoas que têm smartphone. Em média, ao longo do dia cada pessoa checa seu perfil no Facebook 13,8 vezes no celular. Do fim da manhã até metade da noite, a audiência "móvel" se mantém altamente conectada - ou seja, o "pico" de audiência é muito mais longo do que o da TV.

O estudo, realizado em março pela consultoria IDC para o Facebook, mostra o cenário dos Estados Unidos. Na visão de Adriana Grineberg, diretora de negócios de bens de consumo e varejo do Facebook, os dados valem também para o Brasil. "Muitas marcas postam nas redes em horário comercial. Mas começamos a estimular as empresas a sair disso. Com isso, as agências passaram a se adaptar para trabalhar em fins de semana, à noite ou de manhã bem cedo, para pegar as pessoas saindo da cama."

Em 2012, a publicidade móvel representou uma fatia de 1,2% do total de anúncios online no País (US$ 24,6 milhões). Segundo a previsão da eMarketer, o gasto com publicidade móvel crescerá para 4,9% do total digital no Brasil até 2016, para US$ 198,3 milhões.

Em todo lugar. Outra pesquisa, publicada na semana passada pela Jumio, empresa americana de pagamento móveis, mostrou que as pessoas usam o smartphone em situações inusitadas: 9% dos entrevistados admitiram checar o aparelho durante o sexo, 12% enquanto estão no chuveiro e 19% na igreja. "O smartphone passou a ser um faz-tudo", diz Rodrigo Vidigal, diretor de marketing da Motorola Mobility. No Brasil, as vendas de smartphones subiram 86% no primeiro trimestre do ano, aponta a consultoria IDC.

A mudança de hábito faz muitas empresas priorizarem sua presença na web em plataformas móveis. No Brasil, 15% das buscas no Google são feitas pelo celular. Na Netshoes, e-commerce de artigos esportivos, 5% das vendas são fechadas pelo smartphone, e a expectativa é que essa participação atinja 10% do total até o fim do ano.

O Google e a Netshoes se uniram para testar usar o interesse demonstrado em buscas pelo celular em vendas. No fim do ano passado, as empresas selecionaram alguns shoppings e mapearam as buscas de produtos feitas por consumidores que estivessem a até 1 quilômetro de distância dos centros comerciais.

A ideia era ofertar um link patrocinado com um cupom de 10% para aquele produto específico procurado pelo consumidor desde que a compra fosse feita pela Netshoes, via celular. A ideia, segundo Marcel Albuquerque, da Netshoes, era evitar que a pessoa fizesse a compra no shopping e, ao mesmo tempo, promover as vantagens do comércio eletrônico.

A preocupação sobre a privacidade do usuário é minimizada pela Netshoes. A empresa alega que o usuário tem a opção de desabilitar o uso da geolocalização no aparelho e, assim, não entrar na lista de pessoas que entrariam no perfil da ação.

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