Smartphones podem ser instrumentos de guerra

Os celulares inteligentes, ou smartphones, podem se tornar a próxima arma no arsenal de batalha dos Estados Unidos. A Raytheon, que produz o sistema de mísseis antiaéreos Patriot, está desenvolvendo um software que permitirá a um soldado localizar inimigos em suas imediações usando um celular equipado com o sistema operacional Android, do Google.

Reuters, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2010 | 00h00

O software terá capacidade para receber imagens aéreas de um satélite ou avião não tripulado e, em seguida, se concentrar em detalhes como placas de automóveis ou traços faciais de uma pessoa. "Estamos tentando tirar vantagem da tecnologia dos celulares inteligentes e adaptá-la à necessidade dos soldados no campo de batalha", diz o vice-presidente de soluções de defesa da Raytheon, Mark Bigham.

O software também permitirá a interação dos soldados por meio de mensagens instantâneas. Assim, eles poderão acompanhar os movimentos de colegas no campo de batalha e identificar potenciais inimigos.

O exército americano é um possível comprador do software e algumas equipes das forças especiais americanas já testaram o produto. Bigham diz que as forças armadas indianas também poderiam ser um grande mercado para a companhia.

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