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Snow usa diplomacia em viagem à Ásia

O secretário do Tesouro dos EUA, John Snow, cumpriu hoje a primeira etapa de sua viagem pela Ásia, encontrando-se com autoridades japonesas. Nos encontros, Snow voltou a reiterar a sua posição de que o câmbio deve ser definido em mercados competitivos e flexíveis. O tour de Snow ocorre em um momento em que as indústrias manufatureiras norte-americanas estão fazendo mais barulho sobre os esforços do Japão e da China de manipularem a cotação de suas moedas para mantê-las enfraquecidas ante o dólar, o que tem afetado a competitividade das exportações de outros países. Mas Snow, aparentemente, manteve uma postura diplomática amigável, evitando questões sensíveis sobre a política cambial japonesa. De acordo com descrições de participantes do encontro promovido pela Federação dos Empresários do Japão, Snow não comentou a campanha do BC japonês de vender quantidades maciças de ienes para enfraquecer a moeda, tornando mais barata as mercadorias vendidas pelo país para os mercados externos. No entanto, Snow disse que não gostaria de ver o déficit em conta corrente dos EUA se ampliar ainda mais, uma vez que isso afetaria o dólar. O secretário norte-americano defendeu que o Japão acelere suas reformas, incluindo a adoção de medidas para intensificar a redução das carteiras de créditos podres pelos bancos, com o objetivo de promover o crescimento econômico e ampliar o consumo e os investimentos privados.ChinaAmanhã, Snow viajará para Pequim, na China, onde deverá permanecer por dois dias, antes de participar do encontro de ministros das Finanças da Ásia-Pacífico, na quinta e sexta-feiras, em Phuket, na Tailândia. Sobre a política chinesa de manter o iuan atrelado ao dólar, Snow ponderou que o governo de Pequim deveria flexibilizar suas garras sobre o câmbio. A China tem mantido o iuan atrelado a uma taxa de 8,28 por dólar desde 1994, uma estratégia que trouxe estabilidade para o mercado chinês e ajudou o país a se proteger de ataques especulativos durante a crise financeira na Ásia, entre 1997 e 1998. As autoridades chinesas têm sinalizado que estudam medidas para permitir uma leve flutuação do iuan, mas descartam as pressões para que valorize o iuan, afirmando que isso afetaria o sistema bancário e a economia ampla.

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