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Só 20% dos argentinos veem país como o ideal para viver

Desapontamento com economia, segurança, corrupção tem feito a popularidade da Argentina cair gradualmente

O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2014 | 02h04

BUENOS AIRES - Uma pesquisa elaborada pela consultoria CCR indicou que cada vez menos argentinos consideram que a Argentina é o país ideal para viver.

Em 2012, segundo o levantamento, 30% dos habitantes do país afirmavam que sua terra natal era a adequada. No entanto, em 2013, essa porcentagem havia caído para 25%. Embalada pela disparada da inflação, o aumento da criminalidade, o crescimento das denúncias de corrupção e a recessão que afeta o país, a proporção de argentinos que consideram que seu país é o ideal para residir atualmente está em 20%.

A pesquisa também indica que a sensação dos habitantes da Argentina é que o atual cenário econômico vai piorar mais no ano que vem, já que 75% dos argentinos acreditam que o país vai passar por uma nova grande crise em 2015.

Entre os países que os argentinos consideram ideal para viver, a Suíça conta com 17% das preferências, enquanto que o Canadá possui 13%.

Ao contrário de habitantes de outros países da América Latina, os Estados Unidos não estão no topo das preferências dos argentinos, apenas 8% consideram que esse é o país ideal para se viver.

Pessimismo gradual. O clima de pessimismo sobre a Argentina ressurge gradualmente entre os argentinos, tal como indica uma pesquisa do Observatório da Dívida Social da Universidade Católica Argentina (UCA), que afirma que 26,1% dos argentinos têm medo de perder o emprego. No ano passado, esse temor assolava 24,1% dos pesquisados.

Os temores cresceram desde o final do ano passado por causa das demissões e férias coletivas aplicadas em diversos setores por causa da desaceleração da economia.

A área mais atingida é a industrial, com as fábricas de autopeças e as montadoras estão reduzindo a produção de forma significativa por causa da queda nas exportações para o Brasil e a redução do consumo interno.

A pesquisa também indica que o nível de confiança no governo da presidente Cristina Kirchner caiu nos últimos dois anos, passando de 44,6% para 26,5%. Nas favelas e bairros pobres, a confiança dos habitantes no governo Kirchner caiu de 61% em 2011 para os atuais 28%. / A.P.

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