Hélvio Romero/Estadão
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‘Só ajuda fiscal não atrai empresas’, diz secretário

Mauro Ricardo Costa, da pasta da Fazenda do Paraná, elencou qualidades que o Estado precisa ter para atrair investidores

Gustavo Zucchi - ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2017 | 05h00

O secretário da Fazenda do Estado do Paraná, Mauro Ricardo Costa, comentou o ambiente de negócios criado na gestão Beto Richa à frente do governo do Estado. Para ele, os incentivos fiscais devem ser apenas parte da equação e não servem sozinhos para atrair investimentos.  “A não ser que seja muito grande, como a Zona Franca de Manaus, os incentivos não vão isoladamente definir investimentos”, explicou. Segundo ele, fatores como condição de infraestrutura, possibilidade de escoamento e mão de obra são fundamentais. “Eventualmente o benefício fiscal torna aquela planta industrial extremamente competitiva em relação aos concorrentes.”   

Quem concordou com o secretário foi o diretor-geral da Klabin, Cristiano Teixeira. Ele defendeu incentivos fiscais para empresas, mas ressaltou que é preciso competitividade. 

“Acredito que possa existir uma parceria entre o público e o privado para ajudar a viabilizar investimentos”, afirmou o executivo. “Mas de nada adianta quando não há competitividade no próprio setor”, observou.

Para Teixeira, é importante que a parceria traga benefícios para ambos os setores. “Quando se consegue planejar um projeto ao longo de 10 anos, a possibilidade de conseguir fazer investimentos onde todos os envolvidos saiam realizados, é maior”, pontuou. 

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