Só desvalorização do peso não resolve, diz economista

A desvalorização do peso argentino era necessária, mas não resolve os problemas se não for acompanhada de uma política que devolva o equilíbrio macroeconômico ao país.Esta é a conclusão do relatório semanal da consultoria Fundação Capital, do economista Martín Redrado, atual secretário de Relações Internacionais do Ministério de Relações Exteriores.O diretor-executivo da Fundação, Carlos Pérez, explicou que ?a desvalorização não é gratuita, e sozinha não resolve o problema da falta de competitividade da economia argentina nem o problema das contas fiscais?.O relatório, intitulado ?O país mais endividado depois da desvalorização?, diz que a saída da conversibilidade, o default e os depósitos congelados não são suficientes para sair da crise.?O grande desafio para o êxito da desvalorização é que esta seja limitada?, afirmou Carlos Pérez, sugerindo que a Argentina imite o que fez Chile em 82.?Chile saiu da crise com dois objetivos claros: agressividade exportadora com uma política de competitividade forte, inserindo-se no mundo, e solvência fiscal?, concluiu.Leia o especial

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