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Só dólar ou gasolina podem alterar previsão de inflação

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Paulo Picchetti, manteve nesta quinta-feira sua projeção de que a inflação na capital paulista encerrará o ano com alta de 2,5%. No mercado financeiro, grande parte dos bancos prevê porcentuais inferiores a este divulgado por Picchetti no final de junho. "Mesmo que não haja nada no momento que comprometa o desempenho favorável para a inflação, mantenho a minha projeção que só deve ser alterada com um possível aumento do preço da gasolina ou do dólar", considerou.O coordenador prevê que a inflação de agosto fique, assim como em julho, em 0,20%, e admitiu que se continuar neste ritmo mensal, o IPC chegará em dezembro de 2006 "bem abaixo de 2%". Segundo seus cálculos, a média mensal da inflação para atingir o porcentual de 2,5% é de 0,45%. Ainda assim, ele mantém sua expectativa para adequar a alguns impactos mais fortes do final do ano. Semestre Ainda, segundo Picchetti, os preços industrializados devem pressionar a inflação na capital paulista neste semestre. "A elevação desses preços deve vir e ser a novidade da dinâmica do IPC no segundo semestre que, geralmente, é mais forte do que o primeiro", comentou.O coordenador chegou à esta conclusão após leitura do resultado da sondagem trimestral que a Fundação Getúlio Vargas (FGV) fez com empresários, que mostrou maior intenção de aumento de preços dos itens que produzem no levantamento do segundo trimestre divulgado nesta semana. Ele então comparou os resultados dessas sondagens desde 2002, com o índice de produtos industrializados do IPC-Fipe. "Em larga medida, os empresários realmente fazem aquilo que falam que vão fazer", constatou, fazendo-o prever o aumento desses preços nos próximos meses. Perspectiva de aumento O reforço desta análise de Picchetti é que, somada a esta intenção, há perspectiva de aumento de custos (principalmente commodities) e de elevação da demanda interna e externa. "Como a sondagem da FGV é qualitativa, e não quantitativa, é difícil mensurar de quanto será este aumento", considerou.Ele lembrou ainda que a alta do Índice de Preços por Atacado (IPA), que compõe os Índices gerais de Preços (IGPs), no final da primeira metade do ano ainda não chegou aos IPCs. De acordo com o coordenador, a tendência é de que o índice de industrializados da Fipe não demorará a mostrar reversão. Na última quadrissemana de julho, este conjunto de preços acelerou a deflação, passando de -0,03% para -0,14%. O movimento foi atribuído por Picchetti aos alimentos industrializados que, no período, desaceleraram de 0,23% para 0,09%. Apesar deste cenário menos benigno para a inflação da segunda metade do ano, Picchetti não acredita que a alta dos preços industrializados comprometa o desempenho geral favorável dos preços.

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