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"Só juros e fator externo podem atrapalhar crescimento em 2005"

"Se não atrapalhar, a economia brasileira tem uma energia natural para crescer", afirmou o professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Roberto Macedo, sobre as perspectivas de crescimento do País no próximo ano. Ele citou os fatores externos e a política de juros altos como problemas que podem atrapalhar esse crescimento natural. Nesse caso, ao invés de um vôo de cruzeiro num grande jato, a economia acabaria tendo um "vôo de teco-teco", com crescimento em torno de 3% a 5%, previu o economista durante entrevista ao programa Conta Corrente, da "Globo News". Roberto Macedo também falou sobre o fato de o BNDES não ter conseguido liberar os R$ 47 bilhões previstos em orçamento para financiamentos neste ano. "Eu acho que o BNDES acabou sendo prejudicado pela troca de direção. Eu não sei se foi a coisa fundamental, mas inegavelmente deve ter tido algum efeito", afirmou o economista. Segundo o economista, a administração de Carlos Lessa modificou muito os quadros técnicos do banco, o que poderia explicar a demora na liberação de recursos. "Há pessoas que não assinam porque têm medo, o que acabou prejudicando o trabalho do BNDES. Agora mudou a direção, vamos ver se melhora." Para Roberto Macedo, as vendas de Natal serão um bom indicativo do crescimento econômico no próximo ano: "Se a gente atravessar o Natal acabando com os estoques, aí o ano que vem tem mais chances de ser melhor", previu o economista.

Agencia Estado,

15 de dezembro de 2004 | 06h59

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