Divulgação/Cielo
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Sob impacto da pandemia, Cielo tem seu primeiro prejuízo trimestral

Líder do setor de maquininhas no País registrou prejuízo de R$ 75,2 milhões de abril a junho

André Ítalo Rocha e Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2020 | 10h50

A Cielo, controlada por Bradesco e Banco do Brasil, teve prejuízo líquido de R$ 75,2 milhões no segundo trimestre deste ano, depois de ter registrado lucro líquido de R$ 428,5 milhões identificado em igual período do ano passado. No primeiro trimestre, a empresa teve lucro de R$ 166,8 milhões. É a primeira vez que a Cielo tem um prejuízo trimestral em sua história.

Os números da líder do setor das maquininhas, que já sofriam a influência do aumento da concorrência de novos competidores, foram ainda mais afetados pela pandemia da covid-19. Com as medidas de isolamento social adotadas para conter a propagação da doença no País, o varejo viu seu faturamento despencar, o que acertou em cheio o volume de transações financeiras capturadas pela Cielo.

A receita operacional líquida da empresa foi de R$ 2,450 bilhões entre abril e junho, queda de 12,5% ante igual período do ano passado. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, foi observada retração de 13,5%.

A Cielo capturou R$ 128 bilhões em suas maquininhas no segundo trimestre, valor 22,2% menor que o registrado em igual trimestre de 2019. Em relação aos três meses anteriores, a queda foi de 19,9%. A companhia registrou 1,237 bilhão de transações entre abril e junho, 25% menos que no trimestre anterior e queda de 29% ante igual trimestre do ano passado.

O volume financeiro com cartões de crédito somou R$ 70,8 bilhões no segundo trimestre, 20,1% menor em um ano. A modalidade débito, por sua vez, alcançou R$ 57,2 bilhões, aumento de 8,5%, na mesma base de comparação.

A Cielo, que tenta levar adiante uma parceria com o Facebook para pagamentos via WhatsApp, afirmou no relatório que vai readequar a sua estrutura de custos e de capital “diante de potencial queda significativa da geração de resultados”.

A parceria, lançada em junho, foi bloqueada pelo Banco Central, por causa de questões ligadas às bandeiras Visa e Mastercard.

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